O Bioparque Pantanal deu início às atividades da 4ª edição do Clube de Ciências. A iniciativa reúne estudantes e professores de diferentes instituições de ensino em uma jornada focada em pesquisa, inovação e produção científica. Dezesseis projetos já estão em desenvolvimento neste semestre de 2026.
Os grupos elaborarão produtos científicos alinhados a temas como sustentabilidade ambiental, questões sociais, práticas educacionais inovadoras, desenvolvimento e inovação. Os projetos seguem um calendário de encontros semanais, com orientação de profissionais do maior aquário de água doce do mundo.
Novas Modalidades Ampliam Participação
A edição de 2026 do Clube de Ciências introduziu três novas modalidades de ingresso: “Continuidade de projetos ou novas propostas de escolas parceiras”, “Participação em projetos institucionais” e “Ingresso Regular”. Esta ampliação busca fortalecer a integração entre escolas, pesquisadores e o Bioparque Pantanal. A medida também incentiva a permanência e o aprofundamento de pesquisas já iniciadas.
Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do Bioparque Pantanal, ressalta o papel da instituição na geração de conhecimento. “O projeto mostra que o empreendimento vai muito além de um espaço de visitação, somos um grande centro de pesquisa e conhecimento. O início das atividades representa uma oportunidade única de promover a participação ativa dos jovens no universo científico, despertando a vocação pela ciência”. A Fiocruz também inaugurou uma nova sede em Campo Grande, impulsionando a pesquisa em saúde na capital.
Durante as atividades do Clube, os estudantes vivenciam a prática científica, transformando ideias em conhecimento e aproximando-se do universo da ciência. A Fundect também premia pesquisadores em Mato Grosso do Sul por suas contribuições ao desenvolvimento.
Sabrina Dias Ferreira, estudante da Escola Estadual José Serafim Ribeiro, no município de Jaraguari, demonstra entusiasmo com a continuidade de sua pesquisa. Ela detalha as etapas do trabalho: “No ano passado, nós produzimos sabonetes e cremes corporais utilizando a farinha e a casca do jatobá. Neste ano o foco está sendo pesquisar a importância do fruto e seu contexto histórico na cidade”.
Bruno Lima, um dos coordenadores do Clube de Ciências, enfatiza a transformação na perspectiva dos estudantes. “O trabalho vem para fazer a revolução intelectual nesses estudantes, fazer eles terem pensamento crítico e questionamentos, e também, trabalhar a popularização da ciência de uma forma divertida”.
Os projetos selecionados estão disponíveis para consulta no link: https://bioparquepantanal.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Resultado-Clube-de-Ciencias-2026.pdf


