A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um novo capítulo para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul e para a segurança alimentar do Brasil. Após mais de uma década paralisada e com cerca de 82% de sua estrutura já concluída, o empreendimento avança com um investimento superior a R$ 5 bilhões, prometendo gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção. Esta iniciativa estratégica visa fortalecer significativamente a produção nacional de fertilizantes, setor vital para a competitividade do agronegócio brasileiro.
A cerimônia que oficializou o reinício das atividades contou com a presença de destacadas autoridades, incluindo o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa (Barbosinha), que representou o governador Eduardo Riedel. Ministros de Estado, senadores, deputados e o prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, também prestigiaram o evento, reforçando a importância nacional e regional do projeto. A previsão é que a UFN-III entre em operação plena em 2029.
Quando em pleno funcionamento, a UFN-III terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Essa produção estratégica deverá atender aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia, o que representa um passo crucial para diminuir a dependência brasileira das importações e ampliar a competitividade do setor agropecuário, especialmente na vasta região Centro-Oeste, principal mercado consumidor de fertilizantes do país. A localização em Três Lagoas é considerada estratégica pela Petrobras devido à proximidade com esses polos agrícolas.
O vice-governador Barbosinha ressaltou o impacto multifacetado da fábrica. “O reinício das obras da UFN-III representa muito para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Além de um investimento superior a R$ 5 bilhões e da geração de mais de 8 mil empregos, o empreendimento reduz a dependência brasileira da importação de fertilizantes e aumenta a competitividade do nosso agronegócio”, afirmou. Ele também destacou o engajamento do Governo do Estado na preparação da força de trabalho local, por meio do programa “Voucher Qualificação”, assegurando que a mão de obra esteja apta a atender às demandas do novo complexo industrial.


