Em 2020, no auge das tensões entre Washington e Teerã, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em um sábado que o país responderia com um ataque de grandes proporções caso o Irã tentasse assassiná-lo. Ameaças proferidas em uma publicação nas redes sociais revelaram que o republicano já havia emitido ordens aos militares americanos para agir, destacando a prontidão de “mil mísseis” e outros armamentos para atingir a República Islâmica.

Na mensagem, Trump detalhou que as Forças Armadas americanas estariam preparadas para sustentar uma ofensiva contra o território iraniano por até um ano, com potencial para estender a operação. O então presidente encerrou a publicação com a enigmática expressão “Louvado seja Alá”, adicionando uma camada de complexidade às suas declarações públicas em um cenário já carregado.

Tais declarações foram proferidas dias após manifestantes iranianos terem clamado pela morte de Trump durante o funeral do então ex-líder supremo Ali Khamenei, conforme relatado na época. Coincidentemente, naquela mesma semana, o jornal The Wall Street Journal havia reportado que Israel compartilhara com autoridades americanas informações de inteligência sobre um suposto novo plano iraniano para assassinar o presidente.

A escalada das ameaças entre os dois países remontava à morte do general iraniano Qassem Soleimani, em janeiro de 2020, em um ataque ordenado pelo próprio Trump. Desde então, uma série de investigações e acusações foram anunciadas por autoridades americanas, apontando para supostos planos iranianos de atingir o presidente, alegações que Teerã sempre veementemente negou, mantendo a região em estado de alerta constante durante grande parte daquele ano.

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