Congresso Americano Cobra WNBA sobre Proteção a Caitlin Clark
A escalada da hostilidade em quadra contra Caitlin Clark, a superestrela da WNBA, reverberou até os corredores do Congresso americano. O Comitê de Estudos Republicanos da Câmara (RSC), liderado pelo presidente August Pfluger (Republicano do Texas), remeteu uma carta contundente à comissária da WNBA, Cathy Engelbert. No documento, o RSC argumenta que a liga não tem adotado medidas suficientes para salvaguardar Clark de uma “hostilidade física e violência desnecessárias”. Parlamentares de Indiana, estado onde Clark atua pelo Indiana Fever, também endossaram a iniciativa.
Desde sua entrada na liga, que coincidiu com uma elevação drástica no perfil e audiência do campeonato, a prodígio dos arremessos de longa distância tem sido alvo constante de contatos físicos agressivos de jogadoras adversárias. “Clark já sofreu faltas com o quadril, levou dedadas no olho e golpes na garganta durante os jogos”, detalha a carta congressional. O documento aponta que “esses incidentes vão muito além do jogo físico rotineiro, mas a WNBA e sua equipe de arbitragem frequentemente falham em lidar com esses episódios inaceitáveis e em responsabilizar as jogadoras”.
Um episódio notório ocorreu em 24 de junho, quando a ala-pivô do Phoenix Mercury, Alyssa Thomas, pressionou o punho contra a garganta de Clark durante uma disputa de bola perdida. Após o ocorrido, a comissária Engelbert emitiu uma declaração defendendo Thomas de ataques virtuais. Contudo, foi destacado que a WNBA não divulgou qualquer posicionamento de apoio a Clark após o golpe. Inicialmente, Thomas não foi penalizada na quadra, mas no dia seguinte, diante da repercussão negativa, a jogada foi reclassificada como Falta Flagrante 2, resultando em sua suspensão por um jogo.
Preocupação Médica: Risco de Lesões Graves
A aparente omissão da liga em relação ao tratamento de Clark chamou a atenção de especialistas. O Dr. Nicholas DiNubile, ex-consultor ortopédico do Philadelphia 76ers, da NBA, que acompanhou inúmeros jogos à beira da quadra, expressou preocupação. DiNubile observou que as adversárias parecem obstinadas em lesionar Clark. “O tipo e a quantidade de contato físico que ela recebe me preocupam. Isso é alarmante”, afirmou ele. O médico alertou para a fragilidade da laringe: “É possível esmagar a laringe de alguém com pouquíssima pressão. Mesmo sem fratura, um golpe nessa região pode causar inchaço ou sangramento, obstruir as vias aéreas e criar rapidamente uma situação de vida ou morte. Eu não gostaria de ser o médico da equipe tendo que lidar com isso. É esse tipo de coisa que nos tira o sono, situações às quais você precisa responder imediatamente na quadra.” DiNubile também destacou os múltiplos golpes no rosto e olhos que Clark tem sofrido, lamentando a dificuldade da atleta em se proteger.
Um analista sênior, Victor Davis Hanson, previu que o pior ainda pode estar por vir: “Alguém vai acabar acertando um soco no pescoço dela, ou um chute nas costas, ou derrubando-a com força no chão, e ela ficará tão gravemente lesionada ou psicologicamente traumatizada que saberá que não consegue mais arremessar ou passar. E ela vai se aposentar. E eu acho que esse é o objetivo de muitas das jogadoras que estão fazendo isso.”
O Impacto de Caitlin Clark e a ‘Galinha dos Ovos de Ouro’
A perseguição a Clark é considerada desconcertante pela carta congressional, especialmente ao considerar o impacto transformador da ex-recordista da Universidade de Iowa no basquete feminino. “Caitlin Clark está transformando os esportes femininos”, declararam os parlamentares. “Ela inspirou uma nova geração de meninas a participar de atividades esportivas e se tornou uma das figuras mais influentes da história do basquete feminino.”
Além disso, os membros do Congresso enfatizaram: “Ela também é o rosto da sua liga. Clark aumentou significativamente o interesse dos torcedores, gerou recordes de audiência na televisão e atraiu novos patrocinadores corporativos para a WNBA.” A carta ainda manifesta preocupação com relatos de que “os ataques contra Clark possam ter motivação racial”.
Ameaça de Investigação por Violações de Direitos Civis
Os republicanos afirmam que a comissária Engelbert possui uma “obrigação” de proteger as jogadoras e advertem que apoiariam uma investigação contra a liga por possíveis violações federais de direitos civis. “Como comissária, a senhora tem a obrigação de garantir que todas as jogadoras compitam em um ambiente seguro e profissional, tanto dentro quanto fora de quadra, livre de violência, discriminação ou retaliação”, diz o documento. “Se discriminações ou retaliações estiverem ocorrendo e criando um ambiente de trabalho hostil, apoiamos qualquer investigação cabível por parte do Departamento de Justiça, do Departamento de Trabalho ou da Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC). Se confirmadas, tais condutas podem constituir violações das leis federais de direitos civis.”
Os parlamentares solicitaram que a WNBA apresente uma resposta até 24 de julho, esclarecendo seu “mecanismo de revisão da liga para casos de hostilidade física e violência em quadra”, as medidas de responsabilização por atos “excessivamente agressivos” de jogadoras e a proteção das atletas contra assédio online. O deputado Tim Burchett (Republicano do Tennessee) foi categórico: “A discriminação de qualquer tipo não tem lugar nos esportes femininos. A falha da WNBA em agir diante desses incidentes preocupantes demonstra indiferença ou um desprezo ativo pelas garantias de direitos civis.” Até a manhã de terça-feira, nem Engelbert nem a WNBA haviam se pronunciado publicamente sobre a carta e o pedido de informações. August Pfluger declarou na segunda-feira: “A comissária Engelbert teve todas as oportunidades de proteger Caitlin Clark e punir as responsáveis, mas, em vez disso, o que recebemos foi um silêncio absoluto.”
Entrega rápida para todo o Mato Grosso do Sul com frete fixo.