Confirmação e o Fim de uma Busca Intensa

A confirmação da identidade do corpo encerra um capítulo. Esta investigação mobilizou as polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro. Berenice estava desaparecida desde o fim de junho. Ela foi vítima de um caso com contradições e provas periciais. A ex-patroa, Eliane Alves dos Santos, foi presa.

O filho de Berenice reconheceu o corpo na noite de sexta-feira (17). Eliane, a principal investigada, deve prestar novo depoimento. Isso ocorrerá nos próximos dias. O caso teve uma cronologia detalhada.

O Desaparecimento da Cozinheira Berenice em Ubatuba

Berenice Ramos de Aguiar foi vista pela última vez em 30 de junho. Isso ocorreu no bairro Ubatumirim, em Ubatuba. Ela trabalhava há quatro meses no restaurante de Eliane. Morava perto do estabelecimento.

A família informou que a cozinheira planejava deixar o emprego. Ela desejava retornar para Igaratá (SP). Berenice buscava uma rescisão amigável do contrato. Este era o motivo para sua saída.

Em um áudio, Eliane disse ao filho de Berenice, José Carlos de Faria, sobre o pagamento. Ela mencionou R$ 2,6 mil pelo acerto. Afirmou ter deixado a funcionária em um ponto de ônibus. Alegou que ela seguiria para a Praia das Toninhas.

Contudo, funcionários do restaurante relataram à polícia. Eles mencionaram desentendimentos anteriores. Relataram também episódios de agressão entre as duas mulheres.

Contradições no Depoimento e a Operação Policial

A Polícia Civil, por meio da DIG de São Sebastião, investigou o caso. Identificou rapidamente inconsistências no depoimento. Eliane inicialmente disse ter levado Berenice às Toninhas. Posteriormente, mudou sua versão. Afirmou ter deixado a idosa no trevo de Ubatumirim.

Além disso, Eliane declarou ter voltado para casa. Contudo, imagens de segurança e radares contaram outra história. Sua caminhonete preta seguiu para Paraty (RJ). O veículo percorreu a Rodovia Rio-Santos. Retornou somente horas depois.

Diante das evidências, a operação “Último Rastro” foi deflagrada. No momento da abordagem, a patroa tentou se desfazer de um celular. Ela o arremessou na mata. Na casa da suspeita, a polícia apreendeu três armas de fogo registradas. Também apreendeu dois celulares.

A caminhonete de Eliane estava sem placas. Apresentava marcas de reparos recentes. Estas marcas eram compatíveis com danos por disparos de arma de fogo. Eliane foi presa temporariamente em 10 de julho. A Justiça manteve a detenção após audiência.

Evidências Periciais e a Localização do Corpo

A investigação ganhou novos contornos. Cães farejadores da Polícia Militar indicaram sangue no veículo da suspeita. Isso ocorreu nesta sexta-feira (17). Peritos usaram o reagente químico luminol.

O luminol confirmou vestígios de material biológico. Houve maior concentração no banco do carona. Com base no trajeto da caminhonete, a polícia delimitou uma área. Esta área de busca tinha cerca de 93 quilômetros. Ela se estendia entre Ubatuba e Angra dos Reis.

Equipes do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) atuaram. A Polícia Ambiental também concentrou os trabalhos. Eles focaram em regiões de difícil acesso.

Na tarde de sexta, um corpo feminino foi localizado. Estava em uma região de mata na Serra d’Água. Era às margens da Estrada de Lídice, em Angra dos Reis. O cadáver estava em uma área íngreme. Encontrava-se preso a uma árvore.

O Corpo de Bombeiros utilizou técnicas de rapel. Isso foi necessário para a retirada. O avançado estado de decomposição dificultou a identificação. O Instituto Médico Legal (IML) previu até três dias para o processo. Seriam usados exames de digitais, arcada dentária ou DNA.

Confirmação da Identidade e Próximos Passos

Contudo, o filho de Berenice realizou um reconhecimento inicial. Ele usou uma fotografia de tatuagem de borboleta. A vítima possuía esta tatuagem. A Polícia Civil confirmou no sábado (18) a identidade. De fato, o corpo era da cozinheira.

Portanto, Eliane continua presa. Ela deve ser ouvida novamente. Os investigadores a ouvirão no início da próxima semana. Isso ocorrerá em Caraguatatuba. A defesa da empresária afirmou que só se manifestará. Fará isso após ter acesso integral ao processo.

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