MP-AC Investiga Enfermeiro por Desvio de Função em Tarauacá
MP-AC Instaurou Procedimento em Tarauacá
O Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um procedimento investigatório. Este apura o caso de um enfermeiro atuando como pedreiro.
O flagrante ocorreu em uma obra do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O profissional estava no local durante o horário de expediente.
Portanto, o MP-AC aponta indícios de possível desvio de função. O órgão cobrou esclarecimentos dos gestores em um prazo de 48 horas.
Além disso, o Conselho Regional de Enfermagem do Acre (Coren-AC) foi notificado. A Secretaria Municipal de Saúde de Tarauacá manifestou-se sobre o ocorrido.
Versão da Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Tarauacá alegou que o servidor agiu voluntariamente. Ele estaria realizando reparos simples no quintal do imóvel.
Neste cenário, a pasta informou que não há obras de construção do CAPS. O local será usado provisoriamente para atender os serviços do centro.
A mudança segue recomendações de órgãos de controle. Isso inclui o Ministério Público e o Poder Judiciário.
Contudo, a secretaria afirma que nunca houve desvio de função. Tratou-se de uma situação excepcional, temporária e consensual.
Ademais, ela não causou prejuízo às atribuições do servidor ou aos serviços de saúde. O Secretário Municipal de Saúde, Romário Costa, assinou a nota.
Indícios de Desvio de Função, Segundo o MP-AC
Para o MP-AC, há fortes indícios de desvio de função. Um profissional da saúde estava em uma atividade diferente da sua contratação.
Tal fato pode afetar diretamente o atendimento à população. A situação também levanta questões sobre o uso de recursos públicos.
Adicionalmente, existe a possibilidade de responsabilidade dos gestores públicos. Isso ocorreria caso houvesse autorização para a mudança de função.
O promotor de Justiça Lucas Bruno Iwakami constatou o fato. Ele visitou o local e presenciou o servidor na atividade.
Determinações e Próximos Passos do MP-AC
Após o flagrante, o MP-AC agiu prontamente. Ele determinou a interrupção imediata do suposto desvio de função.
Os responsáveis pelos serviços foram intimados. Eles devem garantir o retorno do enfermeiro às suas atividades de cargo.
Os gestores também precisam informar as providências adotadas em 48 horas. Devem esclarecer quem autorizou o trabalho como pedreiro.
Por fim, o Coren-AC analisará o caso. A entidade verificará a necessidade de medidas dentro de suas atribuições.
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