Para Luis de la Fuente, a fé e a oração são pilares inseparáveis de sua rotina, desvinculadas dos resultados do futebol. Ele ressalta que suas preces são um ato de gratidão pela vida e um pedido por saúde, e não um clamor por vitórias em campo. O técnico considera antiético rogar por ajuda divina contra um adversário, defendendo que o triunfo esportivo deve ser construído através de trabalho árduo, dedicação e preparação técnica.

Nascido em Haro, na renomada região vinícola de La Rioja, De la Fuente construiu uma trajetória respeitável no futebol. Sua carreira como jogador o levou ao Athletic Club de Bilbao, onde atuou como lateral-esquerdo e foi parte de elencos vitoriosos nos anos 80, levantando importantes títulos. Sua transição para a área técnica foi igualmente notável: ele comandou todas as categorias de base da Espanha, acumulando diversos troféus europeus e uma medalha de prata olímpica, até ser promovido à seleção principal em 2022.

A influência familiar foi fundamental na formação de De la Fuente. Seu pai, um marinheiro mercante que frequentemente estava ausente em longas viagens, foi o responsável por introduzi-lo ao universo do futebol e ao amor pelo Athletic Club. Apesar de uma educação católica na infância, o técnico enfatiza que sua fé atual é resultado de uma escolha pessoal e consciente, amadurecida na vida adulta, após superar momentos de questionamentos e incertezas que permeiam a jornada humana.

Sobre a exposição de suas convicções católicas, De la Fuente defende abertamente o direito de manifestar a fé publicamente. Ele expressa compreensão por aqueles que não compartilham de suas crenças, mas ressalta a importância do respeito mútuo. O treinador observa que, em contraste com a postura de muitos que evitam discutir religião por receio de críticas, ele vê a manifestação de seus princípios como um ato de liberdade, mencionando, inclusive, o apoio que recebe de populares nas ruas por sua postura autêntica.

A espiritualidade do técnico Luis de la Fuente é profundamente enraizada em tradições espanholas. Ele demonstra uma particular devoção ao Cristo de la Expiración, a emblemática imagem da Semana Santa de Sevilha, carinhosamente conhecida como ‘El Cachorro’. Além disso, o treinador venera a Virgen de la Vega, padroeira de sua cidade natal, Haro, reforçando sua conexão com as raízes culturais e religiosas de sua origem.

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