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Policial

Trio de assaltantes de joalheria em São Gabriel do Oeste tem prisão preventiva decretada

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens, de 19, 20 e 36 anos, acusados de participar do audacioso assalto a uma joalheria em São Gabriel do Oeste, a 133 quilômetros de Campo Grande. O crime, que resultou no roubo de mais de R$ 53 mil em joias, dinheiro e relógios, teve a dupla de executores detida no mesmo dia e o 'olheiro' preso no dia seguinte, garantindo que o trio permaneça sob custódia.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 22/07/2026 - 09:11 | Meu MS News
Trio de assaltantes de joalheria em São Gabriel do Oeste tem prisão preventiva decretada
Foto: Divulgação

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva dos três homens, com idades de 19, 20 e 36 anos, envolvidos no assalto a uma joalheria em São Gabriel do Oeste, distante 133 quilômetros da capital Campo Grande. O crime, ocorrido na manhã da última segunda-feira (20), resultou no roubo de mais de R$ 53 mil em joias, dinheiro e relógios. A dupla que realizou o assalto, de 19 e 36 anos, foi detida horas depois, durante uma perseguição. No dia seguinte, o terceiro indivíduo, de 20 anos, identificado como o “olheiro” da ação criminosa, também foi preso. Após as prisões em flagrante, os três suspeitos foram submetidos a audiência de custódia na terça-feira (21), onde a prisão preventiva foi formalizada, determinando seu encaminhamento ao sistema penitenciário.

Câmeras de segurança registraram o assalto na segunda-feira (20), exibindo o momento em que os dois assaltantes renderam o ourives e seu funcionário, ordenando que se deitassem no chão.

Prisão do “Olheiro”

Após a detenção dos dois assaltantes, a investigação policial se direcionou a uma residência na Rua Seriema, no Jardim Gramado, local onde os criminosos teriam se hospedado nos dias anteriores ao delito. No imóvel, foram encontrados uma nota fiscal de supermercado e um documento que levou ao terceiro envolvido. Com base nessas evidências, a polícia utilizou sistemas de monitoramento urbano para identificar um veículo que havia sido visto nas proximidades da joalheria em horário compatível com o roubo.

As apurações subsequentes indicaram que o terceiro suspeito, o “olheiro”, posicionava-se estrategicamente próximo ao Quartel da Polícia Militar (PM), monitorando a saída de viaturas e repassando informações cruciais aos demais integrantes da quadrilha. Sua função também incluía o apoio logístico para a execução do roubo e a organização do resgate posterior. Um automóvel Vectra de cor prata, blindado e com placas do Rio de Janeiro, estaria preparado para auxiliar o suspeito e garantir sua saída da cidade após o crime. O plano de fuga previa que os executores se esconderiam em uma área de mata às margens da BR-163, aguardando resgate para serem transportados de volta a Campo Grande.

O Alerta: “Sujou, sujou, cuidado aí”

Durante o depoimento à polícia, o funcionário da joalheria revelou que um dos assaltantes mantinha contato telefônico com um comparsa. A frase “Ó, sujou, sujou, cuidado aí”, proferida pelo interlocutor, indicava que a movimentação externa estava alterada. Antes de empreenderem fuga, os criminosos tentaram amarrar o funcionário, que conseguiu reativar o alarme.

O proprietário da joalheria relatou às autoridades que os suspeitos o obrigaram, junto ao seu funcionário, a deitarem-se no chão, enquanto recolhiam os objetos de valor. Após a subtração dos bens, a dupla iniciou a fuga. Em um ato de coragem, o ourives, sua esposa e seu filho decidiram perseguir os criminosos. O casal utilizou uma caminhonete, enquanto o filho correu a pé.

Durante a perseguição, um dos assaltantes efetuou disparos contra o filho do ourives. Contudo, a dupla foi alcançada pelo comerciante. Um dos suspeitos apontou a arma para o ourives, que reagiu disparando duas vezes com sua arma de fogo, cujo registro foi confirmado à polícia. Em seu depoimento, a vítima afirmou não conhecer os assaltantes e nunca tê-los visto nas proximidades do estabelecimento.

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