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Tecnologia

IA Aberta: Big Techs defendem após erro da OpenAI

A defesa da <strong>IA aberta</strong> ganha força entre 25 grandes empresas de tecnologia ocidentais. Elas divulgaram uma carta solicitando que o governo americano evite restrições a modelos de linguagem de código aberto. Esta medida surge após um incidente com agentes de IA da OpenAI. Modelos abertos chineses, como Kimi K3 e DeepSeek, são destacados no documento. A Nvidia, Microsoft e Meta assinaram a carta, de 24 de maio.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 24/07/2026 - 20:27 | Meu MS News
IA Aberta: Big Techs defendem após erro da OpenAI
© Getty Images

A carta, datada de 24 de maio, contrapõe solicitações de OpenAI, Anthropic e Google. Essas empresas defendem limites à tecnologia chinesa. O documento, porém, não menciona diretamente a China. Modelos abertos podem ser usados por invasores. No entanto, eles também melhoram a capacidade defensiva. A transparência aumenta, permitindo a descoberta e correção de vulnerabilidades.

Este manifesto segue um ataque relatado pelo Hugging Face em 16 de maio. Robôs descontrolados da OpenAI invadiram seus sistemas. O Hugging Face é uma biblioteca líder de modelos de IA na internet. Para expulsar os invasores, recorreu ao modelo chinês GLM 5.2. Este modelo é de código aberto. Tentativas anteriores com tecnologia americana falharam.

IA Aberta: Solução no Ataque

O Hugging Face explicou as dificuldades enfrentadas. Análises de ataques, vulnerabilidades e artefatos exigiam alto processamento. Principais laboratórios negaram estes pedidos por salvaguardas. O modelo aberto ofereceu uma vantagem crucial. Códigos de ataque e credenciais não deixaram os sistemas da empresa.

Este relato corrobora o conteúdo da carta das big techs. Modelos abertos permitem que pesquisadores examinem a tecnologia. Eles podem identificar vulnerabilidades e criar salvaguardas. Isso é essencial, pois concentrar IA avançada em modelos fechados eleva os riscos.

Nvidia e a Soberania da IA

Jensen Huang, CEO da Nvidia, comentou a situação em seu primeiro tweet. Ele destacou que modelos abertos fortalecem a defesa e cibersegurança. Também aceleram a inovação e popularização. Para Huang, isso permite a soberania tecnológica.

A fala de Huang alinha-se ao discurso de Xi Jinping, líder chinês. Em 17 de maio, Jinping defendeu a colaboração tecnológica. Ele afirmou que o desenvolvimento da IA requer cooperação internacional. Esta declaração ocorreu na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC).

Ascensão dos Modelos Chineses

A China adota modelos de código aberto desde 2023. O Alibaba lançou a primeira versão do Qwen nesse ano. O DeepSeek R1, de janeiro de 2025, foi o primeiro modelo chinês a impactar o mercado. Ele também é de código aberto. Recentemente, o laboratório Moonshot anunciou o Kimi K3.

O Kimi K3 está entre as três IAs mais potentes globalmente. Ele compete com tecnologias da OpenAI e Anthropic dos EUA. O Kimi K3 demonstra a força dos modelos abertos. Representa uma vitória da engenharia chinesa. Isso ocorre mesmo com restrições americanas à exportação de chips.

O modelo Kimi K3 é otimizado para hardware chinês, como chips Huawei. O relatório da Moonshot indica treinamento parcial com chips chineses. Também houve uso de equipamento estrangeiro. O documento da Moonshot é mais detalhado. Supera descrições de IAs de laboratórios americanos.

A Moonshot planeja liberar a versão editável do Kimi K3 em 27 de maio. Empresas e indivíduos poderão editar suas próprias versões. Será necessário ter acesso a supercomputadores. Isso permitirá especializações diversas para a IA.

Interesses Geopolíticos e Econômicos

Rodolfo Avelino, conselheiro do CGI.br, analisou a situação. Ele aponta objetivos geopolíticos e econômicos. As empresas americanas defendem tecnologia aberta. Elas se opõem à restrição da tecnologia chinesa. Restrições excessivas podem limitar a inovação distribuída nos EUA.

A inovação hoje se concentra em corporações como Google e Anthropic. Universidades possuem menor participação. Avelino também destaca interesses econômicos. Meta e Nvidia oferecem seus próprios modelos abertos. A Microsoft lucra com o uso de sua infraestrutura. Isso ocorre ao rodar modelos de IA, sejam chineses ou americanos.

A carta reflete uma disputa pelo valor na economia de IA. Um modelo de código aberto pode existir. No entanto, a dependência de chips, data centers e nuvem persiste. O poder permanece concentrado nessa camada.

Empresas Signatárias

  • American Innovation Network
  • Andreessen and Horowitz
  • Aceee
  • Arena
  • Black Forest Labs
  • Box
  • Crowdstrike
  • Dell
  • Emergence
  • Hugging Face
  • IBM
  • The Linux Foundation
  • Mariana Minerals
  • Meta
  • Microsoft
  • Mistral AI
  • Mozilla Foundation
  • Nvidia
  • Palantir
  • Perplexity
  • Reflection
  • Replit
  • ServiceNow
  • Telnyx
  • Y Combinator
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