MS: 2ª maior taxa de estupros de crianças e adolescentes no Brasil
Mato Grosso do Sul lidera o ranking de registros de estupros de crianças e adolescentes na região Centro-Oeste do Brasil. Em 2025, 1.901 pessoas com até 17 anos foram vítimas do crime no Estado. Enquanto o Brasil apresentou uma redução de 5,5% nos crimes de estupro e estupro de vulnerável contra pessoas de zero a 17 anos, Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 5%.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), revela que Mato Grosso do Sul tem a segunda maior taxa do país, com 246,4 vítimas por 100 mil crianças e adolescentes, ficando atrás apenas de Roraima, com 298,7.
Em nível regional, Mato Grosso do Sul lidera o ranking da região Centro-Oeste do país. Em segundo lugar, vem Mato Grosso, com uma taxa de 169,3 vítimas por 100 mil crianças e adolescentes; na sequência, vem Goiás, com 152,7. A menor taxa da região Centro-Oeste foi registrada no Distrito Federal, com 95,7.
Dourados Entre as Cidades com Maiores Taxas
Outro dado que chama atenção no anuário é a lista das dez cidades com as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável. Dourados é a 6ª cidade da lista, com uma taxa de 84,8, atrás de Boa Vista (RR), Ariquemes (RO), Sinop (MT), Porto Velho (RO) e Abaetetuba (PA).
Crianças de 10 a 13 anos são as maiores vítimas dos crimes de estupro de vulnerável em Mato Grosso do Sul. O Estado registrou 846 vítimas em 2025, um aumento de 6% sobre as 786 de 2024.
Em setembro do ano passado, um caso de grande repercussão ocorreu em uma cidade de Mato Grosso do Sul. Um pai denunciou uma babá após a filha de 10 anos ser trancada em uma barraca com um abusador. Na época, a avó da menina contou ter passado mal ao saber o que ocorria com a neta. “Passei mal, a minha intuição dizia que algo estava errado”, disse a mulher, acrescentando que a criança já havia sido flagrada fumando narguilé, que era oferecido pela babá.
Sobre o Anuário Brasileiro de Segurança Pública
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federais e por outras fontes oficiais da segurança pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor. Trata-se do mais amplo retrato da segurança pública brasileira.
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