Defesa pede revogação de prisão de investigado por execução
A motocicleta utilizada no crime foi apreendida pelo Batalhão de Choque no dia 23 de maio. Dois dias depois, em 24 de maio, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra o suspeito. A dupla que efetuou os disparos fugiu e ainda não foi localizada.
Detalhes da Investigação
A 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) conduz a investigação. Linhas investigativas indicam que o jovem, de 18 anos, pode ter sido o mandante do assassinato.
Alegações da Defesa
O advogado Willian Frata representa o jovem. Ele nega a participação do cliente no crime. Frata assegura que irá provar a inocência do suspeito. Ao Jornal Midiamax, o advogado destacou a falta de provas concretas para a prisão.
Willian Frata afirma não haver evidências robustas. “Não tem provas suficientes”, disse ele. O advogado menciona apenas uma investigação em andamento. Ele refuta a ideia de seu cliente ser o mandante intelectual.
A defesa alega inexistência de provas como:
- Interceptações telefônicas.
- Conversas de WhatsApp.
- Testemunhas diretas da autoria.
O jovem deveria prestar esclarecimentos por videoconferência em 27 de maio. Contudo, o mandado de prisão levou o advogado a solicitar a revogação. “Entramos com pedido de revogação da prisão e estaremos aguardando”, explicou Frata. Ele justifica a ação pela ausência de provas robustas no inquérito.
Denúncias de Ameaças
O Jornal Midiamax acessou capturas de tela exclusivas. Elas mostram supostos clientes sendo torturados pelo jovem de 18 anos. Um vídeo circulou no status do WhatsApp. Nele, um rapaz aparecia amarrado e de cueca, com a legenda “Pego de exemplo”.
Essas imagens foram enviadas à defesa. Os advogados, por sua vez, afirmaram que os registros são falsos. A defesa sugere outra tese para a morte de Matheus. Ele poderia ter sido morto por um de seus próprios clientes. As cobranças truculentas seriam o motivo.
O advogado afirmou: “Qualquer pessoa pode ter matado o Matheus”. Isso se deve ao grande volume de cobranças e desentendimentos. A defesa ressalta a complexidade das relações financeiras envolvidas.
O Cenário da Dívida
O crime ocorreu em 22 de maio, por volta das 6h30. Matheus estava em sua casa, no Parque dos Novos Estados. Dois homens invadiram o imóvel e o executaram com tiros de pistola 9 mm. O portão da residência estava encostado.
O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito de Matheus no local. Viaturas da Polícia Militar (PM) e do Batalhão de Choque foram acionadas. Cerca de 13 cápsulas de munição foram recolhidas. A motivação inicial apontava para uma dívida de R$ 600 mil.
A informação era que Matheus havia emprestado o dinheiro ao suspeito. Contudo, a defesa corrigiu este ponto. Willian Frata esclareceu que os R$ 600 mil era o valor total. Este montante estava “na praça”, emprestado por ambos. Eles mantinham negócios juntos.
O investigado começou a trabalhar com Matheus aos 16 anos. Ele era o responsável pelas cobranças. Frata reforça que “Os R$ 600 mil eram espalhados pela praça; ambos emprestavam”. A defesa descreve os dois como amigos. Eles até viajaram juntos para a praia.
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