Juiz mantém prisão de acusado do jogo do bicho em MS
A decisão foi publicada no Diário da Justiça nesta segunda-feira (27). O magistrado considerou não haver alteração no quadro fático já analisado. Rhiad Abdulahad é um dos 18 presos na quarta fase da Operação Successione.
Decisão Judicial Mantém Prisão
O advogado teria assumido o lugar de seu pai, José Eduardo Abdulahad (Zeizo). O pai está foragido desde 2023. As investigações implicam o clã Razuk como líder do grupo criminoso. A denúncia do Gaeco acusa Rhiad de articulação dentro do esquema. Ele ocuparia função de gerência no clã Razuk.
Defesa e Novo Habeas Corpus
A defesa alega não haver nos autos qualquer ato material. Afirma que as ações de Rhiad não ultrapassam o regular exercício da advocacia. Ainda nesta segunda-feira (27), um novo habeas corpus foi impetrado. O objetivo é tentar a libertação de Rhiad.
O desembargador Jonas Hass Silva Júnior é o relator do HC. Ele atua na 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Uma audiência sobre o caso foi realizada no início deste mês.
Sucessão no Jogo do Bicho
As investigações do Gaeco apontam para um padrão de “negócio familiar”. Rhiad Abdulahad teria assumido posto de liderança em organização criminosa. O grupo tentava comandar a contravenção no Mato Grosso do Sul. O MPMS cita a passagem de bastão de José Eduardo Abdulahad para o filho.
José Eduardo foi alvo de mandado de prisão em dezembro de 2023. Ele não foi encontrado na primeira fase da Successione. O Gaeco identificou que o grupo buscava o controle do jogo do bicho. Isso ocorreu após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em 2019.
Expansão do Esquema em MS
O inquérito detalha que Rhiad assumiu comando após a deflagração da Operação Successione. Ele atuou para abrir novas frentes de atuação. Desempenhou as funções que eram do pai. Gozava da confiança da liderança principal da organização criminosa.
Possuía vasto conhecimento das atividades do grupo criminoso. Essas atividades excedem o exercício da advocacia, adentrando a esfera criminal. A quebra do sigilo telefônico mostrou a indicação de Rhiad pelo próprio pai. O advogado decidiria sobre a expansão e novas formas de implementação dos jogos de azar.
Clã Razuk e Foragidos
O MPMS, através do Gaeco, ofereceu denúncia contra Neno Razuk. Também foram denunciados seu pai, Roberto Razuk, e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. A peça acusatória foi protocolada em 10 de dezembro de 2025.
A denúncia, no âmbito da 4ª fase da Operação Successione, aponta o clã como cúpula da organização. Trata-se de uma organização criminosa armada. Ela é dedicada à exploração ilegal de jogos de azar.
- Utiliza corrupção para assegurar monopólio.
- Pratica lavagem de dinheiro para ilícitos.
- Comete roubos para manter a contravenção no Estado.
Após perder o mandato de deputado estadual, Neno Razuk teve a prisão decretada. Ele é considerado foragido desde o início do mês. O Gaeco tentou localizá-lo em sua residência sem sucesso. O MP solicitou a inclusão de Neno Razuk na lista vermelha da Interpol. Há suspeita de que ele possa estar em outro país.
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