Reeleição de Lula: Pesquisa Quaest aponta 60% de probabilidade
No começo do ano, a aprovação do governo estava em 43%. O modelo da Quaest indicava 38% de chance de reeleição, explicou Nunes. A aprovação subiu para perto de 47%. Consequentemente, a probabilidade alcançou quase 60%. Nunes fez a declaração durante almoço do Grupo Lide em São Paulo.
Eleitores Independentes e a Disputa
Eleitores independentes decidirão a eleição novamente, segundo Nunes. Estes eleitores não se identificam com polos. Eles buscam alternativas à polarização política atual. Pesquisas recentes da Quaest mostram uma mudança. Este grupo passou a rejeitar mais Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao mesmo tempo, ele se aproximou do governo Lula.
A direita pode estar desanimada com a candidatura de Flávio Bolsonaro. Contudo, a rejeição ao PT permanece forte. Nunes considera essa tensão crucial para o resultado. O cenário mais provável é uma disputa entre os dois polos. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro já foram dados como derrotados. Ambos se recuperaram ao menos três vezes. A eleição de 2026 ainda não está definida.
Potenciais Candidatos e Cenários
Outras figuras políticas podem se destacar. Renan Santos (Missão) pode ter um bom desempenho em debates. Ronaldo Caiado (PSD) é um político experiente. Ele tem apoio de um partido importante e feitos em Goiás. Romeu Zema (Novo) representa Minas Gerais. Ele foi um “outsider” reeleito, conquistando aprovação estadual. Zema pode ser uma surpresa na corrida.
As Principais Incógnitas
- O receio de nova vitória de Lula pode reorganizar a direita em torno de Flávio Bolsonaro.
- Pode surgir outra candidatura da direita durante a campanha eleitoral.
- A capacidade do bolsonarismo de fazer gestos ao centro.
- A redução da rejeição para reconquistar os eleitores independentes.
Modelos de Análise da Quaest
A Quaest emprega quatro modelos para analisar o cenário eleitoral. Felipe Nunes detalhou cada um deles:
- Aprovação Governamental: Relaciona a aprovação do governo às chances de reeleição. Análise de 140 eleições na América Latina em 30 anos mostrou um padrão. Governantes em busca de reeleição ganham, em média, quatro pontos de aprovação antes da campanha. Este movimento foi observado com Lula este ano.
- Fatores Econômicos: Considera o impacto da inflação, emprego e renda. Anteriormente, houve desconexão entre melhora macroeconômica e percepção popular. Medidas como Desenrola e ampliação da isenção de IRPF melhoraram essa percepção. O debate sobre jornada de trabalho também contribuiu. Isso favoreceu o governo Lula, especialmente entre eleitores de centro.
- Preocupações do Eleitorado: Avalia as maiores inquietações dos eleitores. Verifica qual candidato é visto como mais apto a resolvê-las. Violência e corrupção são grandes preocupações. Elas costumam favorecer a oposição e a direita. Este modelo aponta para uma eleição apertada em 2026. Sugere uma possível vitória da oposição.
- Calcificação Política: Indica um eleitorado dividido em dois blocos. Lulistas e eleitores de esquerda somam cerca de 35%. Bolsonaristas e eleitores de direita reúnem porcentual semelhante. A disputa, portanto, iniciaria com um empate entre os polos.
Pesquisa Genial/Quaest Recente
A pesquisa Genial/Quaest mais recente foi divulgada em 15 de julho. Ela analisa a corrida presidencial. Lula lidera no primeiro turno com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Em um segundo turno, o petista venceria o senador por 45% a 37%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
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