Pit bull: Cão vizinho ferido gravemente em Campo Grande
Anjuelita afirma que os ataques ocorrem desde o ano passado. Nem sempre ela conseguiu reunir provas para registrar as ocorrências. Ela conta que o pit bull costuma pular no quintal entre 6h e 8h. Seu cachorro vira-lata protege a casa e os filhos. Isso gera grande angústia à família.
Ataques Reincidentes do Pit Bull
No ataque de domingo, o marido ouviu latidos. Câmeras de segurança mostraram o pit bull invadindo o imóvel novamente. Anjuelita abriu a porta, e seu cachorro correu para a casinha. O marido teve de bater no pit bull para ele soltar. O pit bull mordeu o olho do cachorro, arrastando-o pela cabeça. O animal ferido ficou sem respirar por segundos, gerando grande susto.
Grave Ferimento e Tratamento
Após a separação dos animais, a família levou o cachorro Boca Negra ao veterinário. O veterinário informou ao marido sobre a necessidade de retirar o olho. O custo do procedimento seria de R$ 2 mil. Sem condições financeiras e ajuda dos donos do pit bull, a família optou por tratamento em casa com antibióticos.
Os ferimentos melhoraram, mas Anjuelita afirma que o animal ficou com sequelas. O olho foi danificado. O cachorro mudou o comportamento, não late mais e permanece deitado. Ela expressa incerteza sobre a recuperação total do pet.
Ações Legais e CCZ
Um boletim de ocorrência foi registrado em 16 de junho na 4ª Delegacia de Polícia Civil. Anjuelita já havia denunciado o mesmo pit bull. O animal pulou a cerca e atacou outro cão da família. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda de animais. Isso está previsto no artigo 31 do Decreto-Lei nº 3.688/1941. A moradora informou às autoridades que era a segunda prova de ataque. Episódios similares já haviam ocorrido antes, sem comprovação.
Denúncia ao Centro de Zoonoses
Após o ataque mais recente, Anjuelita procurou o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Ela foi orientada a registrar uma denúncia formal. Um protocolo de atendimento foi emitido.
- O CCZ tem prazo de 30 dias para enviar uma equipe ao local.
- A equipe analisará as condições de manutenção do pit bull.
- A situação denunciada será avaliada.
Anjuelita incentivou outros vizinhos a denunciarem o animal. Eles também relataram ataques envolvendo o mesmo pit bull ao CCZ.
Medo e Insegurança Familiar
Anjuelita também se preocupa com a segurança de seus três filhos e da sogra idosa. Isso se soma aos prejuízos causados aos animais. Os filhos não podem brincar no quintal, por medo do pit bull. Ela e o marido mal conseguem dormir. Ambos monitoram as câmeras para evitar novas invasões. O cachorro, segundo ela, já teria atacado outras pessoas. Animais da vizinhança e moradores de rua também foram vítimas.
Condições do Pit Bull
Anjuelita suspeita que o pit bull também sofra maus-tratos. O animal é mantido preso em um quarto por longos períodos. Não há passeios ou uso de focinheira ao sair. Ela considera as condições inadequadas para um cachorro desse porte. Os vizinhos foram avisados sobre pedras no muro. Elas facilitariam o acesso do pit bull ao quintal da família. Nenhuma providência foi adotada. Os responsáveis pelo pit bull não contataram a família até agora. Eles não ofereceram ajuda para o tratamento do cachorro ferido. Também não prestaram esclarecimentos sobre os ataques. A reportagem do Midiamax contatou o CCZ. O objetivo é saber as providências após a denúncia. O retorno do órgão é aguardado.
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