Justiça aceita denúncia sobre homicídio em Ribas do Rio Pardo
A denúncia aponta que a dupla matou a idosa com 15 golpes de faca. O ato ocorreu por motivo torpe, mediante paga e promessa de recompensa. Utilizaram um recurso que dificultou a defesa da vítima.
O denunciado de 45 anos é sobrinho da vítima. Investigações indicam que ele ficou inconformado com uma ação judicial. Esta ação, declaratória de maternidade socioafetiva post mortem, poderia reduzir sua quota hereditária.
Motivação Financeira do Crime
O sobrinho, agindo de forma premeditada, pagou um carro de aplicativo. O comparsa, de 36 anos, veio de Campo Grande para Ribas do Rio Pardo. Ambos passaram a tarde ingerindo cerveja e conhaque juntos.
Após embriagarem-se, o sobrinho ofereceu R$ 5 mil ao amigo para assassinar suas duas tias. O amigo aceitou a proposta. Acertaram um pagamento de R$ 2 mil no dia e R$ 3 mil restantes posteriormente.
Homicídio da Idosa: Detalhes do Crime
O réu de 36 anos foi inicialmente à casa da primeira vítima, que não estava presente. Em seguida, dirigiu-se à residência de Maria José, nas proximidades. Lá, encontrou a idosa dormindo.
Ele entrou no quarto pelos fundos e aproximou-se da vítima. Desferiu 15 golpes de faca contra Maria José. Os ferimentos atingiram diversas partes do corpo:
- Abdômen
- Tórax
- Cervical
- Ombro
- Escápula
- Seio
- Braço direito
Maria José caiu ao lado da cama e faleceu. A morte foi causada pela gravidade dos ferimentos.
Após o assassinato, o réu voltou à casa do comparsa. Recebeu os R$ 2 mil combinados em espécie. Então, retornou para Campo Grande, sua cidade de residência.
Uma semana depois, ele confessou o crime. Isso ocorreu enquanto mantinha uma funcionária de churrascaria refém. O incidente se deu na região do Jardim Tarumã.
No interrogatório policial, ele negou ter desferido os golpes. Afirmou que o sobrinho pagou R$ 2 mil. O objetivo era simular a autoria do homicídio qualificado.
O sobrinho, em seu interrogatório, negou qualquer participação. A Justiça entende que ele agiu por ódio vingativo. O motivo seria a não aceitação da participação da tia na herança familiar.
Prisão e Desdobramentos Legais
A denúncia foi aceita pelo juiz de Direito Cesar David Maudonnet. A prisão do sobrinho foi convertida em preventiva. Essa medida garante a continuidade da investigação.
A autoridade policial solicitou a quebra de sigilo telefônico do sobrinho e de sua esposa. O período analisado é de 1º de maio a 1º de julho deste ano. O pedido foi aceito pela Justiça.
Incidente com Refém em Campo Grande
Em 5 de julho, uma funcionária de churrascaria foi feita refém em Campo Grande. O autor a ameaçou com uma faca no pescoço. Ele também intimidou clientes, pedindo a presença policial.
Câmeras de segurança registraram a ação do suspeito. Ele chegou ao local, aguardou uma cliente pagar. Em seguida, sacou uma faca e abordou a funcionária, que se desesperou.
O agressor manteve a faca no pescoço da vítima. Um sargento de folga, vizinho do local, iniciou a negociação. O objetivo era a libertação da refém.
O 2º sargento Leite, da Polícia Militar, conduziu o diálogo. Outras equipes da PM se deslocavam para o estabelecimento. A negociação durou 30 minutos.
Testemunhas afirmaram que o rapaz estava visivelmente alterado. Ele parecia estar sob efeito de drogas.
O homem foi algemado e encaminhado à delegacia. A vítima do sequestro não sofreu ferimentos. Não houve relatos de lesões corporais.
No trajeto à delegacia, a equipe notou fumaça na viatura. O rapaz havia ateado fogo no próprio tênis. Ele utilizou um isqueiro escondido na cueca, conforme registro policial.
O rio que seca e vira pedra
O rio Apa, que desenha parte da divisa norte com o Paraguai, tem trechos que reduzem tanto o volume na estiagem que deixam leitos inteiros de rocha expostos no meio do cerrado.
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