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Policial

Justiça aceita denúncia sobre homicídio em Ribas do Rio Pardo

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou uma dupla, de 36 e 45 anos, pelo homicídio da idosa Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos. O crime aconteceu em 28 de junho, no bairro Centro Velho, em Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 30/07/2026 - 16:26 | Meu MS News
Justiça aceita denúncia sobre homicídio em Ribas do Rio Pardo
Suspeito foi flagrado por câmeras de segurança. (Reprodução, Processo)

A denúncia aponta que a dupla matou a idosa com 15 golpes de faca. O ato ocorreu por motivo torpe, mediante paga e promessa de recompensa. Utilizaram um recurso que dificultou a defesa da vítima.

O denunciado de 45 anos é sobrinho da vítima. Investigações indicam que ele ficou inconformado com uma ação judicial. Esta ação, declaratória de maternidade socioafetiva post mortem, poderia reduzir sua quota hereditária.

Motivação Financeira do Crime

O sobrinho, agindo de forma premeditada, pagou um carro de aplicativo. O comparsa, de 36 anos, veio de Campo Grande para Ribas do Rio Pardo. Ambos passaram a tarde ingerindo cerveja e conhaque juntos.

Após embriagarem-se, o sobrinho ofereceu R$ 5 mil ao amigo para assassinar suas duas tias. O amigo aceitou a proposta. Acertaram um pagamento de R$ 2 mil no dia e R$ 3 mil restantes posteriormente.

Homicídio da Idosa: Detalhes do Crime

O réu de 36 anos foi inicialmente à casa da primeira vítima, que não estava presente. Em seguida, dirigiu-se à residência de Maria José, nas proximidades. Lá, encontrou a idosa dormindo.

Ele entrou no quarto pelos fundos e aproximou-se da vítima. Desferiu 15 golpes de faca contra Maria José. Os ferimentos atingiram diversas partes do corpo:

  • Abdômen
  • Tórax
  • Cervical
  • Ombro
  • Escápula
  • Seio
  • Braço direito

Maria José caiu ao lado da cama e faleceu. A morte foi causada pela gravidade dos ferimentos.

Após o assassinato, o réu voltou à casa do comparsa. Recebeu os R$ 2 mil combinados em espécie. Então, retornou para Campo Grande, sua cidade de residência.

Uma semana depois, ele confessou o crime. Isso ocorreu enquanto mantinha uma funcionária de churrascaria refém. O incidente se deu na região do Jardim Tarumã.

No interrogatório policial, ele negou ter desferido os golpes. Afirmou que o sobrinho pagou R$ 2 mil. O objetivo era simular a autoria do homicídio qualificado.

O sobrinho, em seu interrogatório, negou qualquer participação. A Justiça entende que ele agiu por ódio vingativo. O motivo seria a não aceitação da participação da tia na herança familiar.

Prisão e Desdobramentos Legais

A denúncia foi aceita pelo juiz de Direito Cesar David Maudonnet. A prisão do sobrinho foi convertida em preventiva. Essa medida garante a continuidade da investigação.

A autoridade policial solicitou a quebra de sigilo telefônico do sobrinho e de sua esposa. O período analisado é de 1º de maio a 1º de julho deste ano. O pedido foi aceito pela Justiça.

Incidente com Refém em Campo Grande

Em 5 de julho, uma funcionária de churrascaria foi feita refém em Campo Grande. O autor a ameaçou com uma faca no pescoço. Ele também intimidou clientes, pedindo a presença policial.

Câmeras de segurança registraram a ação do suspeito. Ele chegou ao local, aguardou uma cliente pagar. Em seguida, sacou uma faca e abordou a funcionária, que se desesperou.

O agressor manteve a faca no pescoço da vítima. Um sargento de folga, vizinho do local, iniciou a negociação. O objetivo era a libertação da refém.

O 2º sargento Leite, da Polícia Militar, conduziu o diálogo. Outras equipes da PM se deslocavam para o estabelecimento. A negociação durou 30 minutos.

Testemunhas afirmaram que o rapaz estava visivelmente alterado. Ele parecia estar sob efeito de drogas.

O homem foi algemado e encaminhado à delegacia. A vítima do sequestro não sofreu ferimentos. Não houve relatos de lesões corporais.

No trajeto à delegacia, a equipe notou fumaça na viatura. O rapaz havia ateado fogo no próprio tênis. Ele utilizou um isqueiro escondido na cueca, conforme registro policial.

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