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Policial

Defensoria Pública de MS exonera servidora por lavagem

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE-MS) exonerou a servidora comissionada Kelen Cristhian Carvalho Ricas Torres. A decisão ocorreu após a conclusão de seu processo por lavagem de dinheiro. A portaria de pessoal foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial do Estado (DOE).
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 03/08/2026 - 15:06 | Meu MS News
Defensoria Pública de MS exonera servidora por lavagem
Fórum de Mundo Novo, onde funciona a Defensoria Pública. (Foto: Divulgação, TJMS)

Kelen Torres atuava como assessora de defensor público de Primeira Instância. Ela trabalhava na unidade da DPE em Mundo Novo, município na fronteira com o Paraguai. A servidora estava no órgão público desde março de 2012. Seu salário bruto era de R$ 6,5 mil; o último líquido, em maio, foi de R$ 5,3 mil.

Exoneração por Sentença Judicial

A portaria foi assinada pelo defensor público-geral do Estado, Pedro Paulo Gasparini. Ela indica que a exoneração se deu pelo trânsito em julgado do processo contra Kelen. Assim, não há mais como reverter a condenação. A sentença inclui prisão por cinco anos, perda do cargo e proibição de atuar no Poder Público por dez anos.

Operação Laços de Família

Kelen Torres foi condenada em março de 2021 pela Justiça Federal. O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que ela cedeu sua conta ao cunhado. Jefferson Piovezan Azevedo Molina usava a conta para operações com dinheiro. O valor provinha do tráfico internacional de drogas.

Jefferson foi assassinado em 2017. Ele era apontado como articulador de uma quadrilha em Mundo Novo. Esta cidade faz fronteira com o Paraguai. Jefferson e seu pai, Silvio Molina, gerenciavam uma rede de contatos. Eles forneciam drogas para traficantes do Nordeste do Brasil. Silvio Molina, subtenente da Polícia Militar, foi denunciado pelo MPF e preso em junho de 2018. A organização criminosa foi desmantelada após a Operação Laços de Família.

Transações na Conta Bancária

Entre fevereiro e março de 2014, foram identificadas transações na conta de Kelen. Ao todo, foram seis créditos somando R$ 234.950.

  • Cinco depósitos
  • Uma transferência

Os valores foram sacados por Kelen em espécie. Isso aconteceu logo após os créditos. O dinheiro foi entregue à irmã dela, que era companheira de Jefferson. O MPF caracterizou a conta de Kelen como “conta de passagem”. Ela era usada para a movimentação financeira do grupo criminoso de Jefferson Molina.

Condenação e Penalidades

A condenação de Kelen Torres estabeleceu as seguintes penalidades:

  • 5 anos e 2 meses de reclusão
  • Perda do cargo público
  • Interdição para o exercício de cargo ou função pública por 10 anos
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