Neno Razuk: Julgamento de Habeas Corpus Adiado no TJMS
Defesa de Neno Razuk e Teses
A defesa de Neno Razuk argumenta que ele deixou o país após perder o mandato. Ele aguardava para tentar retomar seu foro privilegiado. Contudo, o recurso foi negado pelo TRE-MS. O mesmo pedido de HC foi negado liminarmente pelo desembargador Jonas Haass Silva Júnior. O juízo da 4ª Vara Criminal Residual de Campo Grande e o Ministério Público já se manifestaram no processo.
A defesa de Neno Razuk apresentou quatro teses para sua liberdade:
- Incompetência do juízo para decretar a prisão.
- Ausência de pressupostos da prisão preventiva.
- Confusão entre modificação de fato e fato novo para a prisão preventiva.
- Inexistência de elementos autorizadores da segregação cautelar.
A defesa de Neno Razuk fará uma visita ao ex-deputado na prisão nesta terça-feira (4).
A Prisão de Neno Razuk
Neno Razuk possuía mandado de prisão em aberto no Brasil. Um pedido para inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol estava em análise. Ele foi preso na Bolívia, na região de Santa Cruz de la Sierra, no domingo (2). A Polícia Federal (PF) informou que a localização foi possível após monitoramento conjunto com autoridades bolivianas.
A defesa do ex-deputado afirma que ele já tinha combinado sua entrega ao Gaeco. Ele estaria a caminho do Brasil. Neno Razuk foi levado à PF em Corumbá, que o liberou para o Gaeco. Ele deu entrada no presídio na segunda-feira, no fim da tarde.
Investigação do Jogo do Bicho em MS
O Gaeco aponta a família Razuk como responsável pela exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. O MPMS, por meio do Gaeco, apresentou denúncia contra Neno Razuk (PL). O pai de Neno, ex-deputado Roberto Razuk, e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, também foram denunciados.
Operação Successione e Acusações
O pedido de prisão é um desdobramento da Operação Successione. Esta operação foi deflagrada em dezembro de 2023 pelo Gaeco/MPMS. O objetivo era desarticular um grupo criminoso que explorava o jogo do bicho na Capital. Na primeira fase, 10 pessoas foram alvo, incluindo o então deputado estadual.
A apuração começou após roubos de malotes de grupos rivais. Três boletins de ocorrência foram registrados. Em dois deles, as vítimas reconheceram um sargento da PMMS como autor. Neno negou qualquer participação no esquema. Ele afirmou não ter envolvimento com essa atividade.
O Gaeco entende que a organização agia com violência para dominar o mercado. Isso ocorreu mesmo após a apreensão de 700 máquinas. As máquinas foram encontradas em um QG no bairro Monte Castelo, em outubro de 2023. Segundo o MP, o grupo contava com policiais militares da reserva e um ex-PM. Eles usavam a condição e o porte de arma para impor o comando do jogo ilegal em Campo Grande.
O ouro verde que lotava portos
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