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Policial

Família de Ayla acredita que casal preso no Paraguai criaria a recém-nascida como filha após emboscada

A família de Ayla acredita que Weliton e Suzilaine, presos no Paraguai, criariam a recém-nascida como filha após emboscada em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 09/08/2026 - 13:13 | Meu MS News
Família de Ayla acredita que casal preso no Paraguai criaria a recém-nascida como filha após emboscada
(Foto: Léo de França/Jornal Midiamax)

A família de Ayla acredita que Weliton e Suzilaine, presos no Paraguai, criariam a recém-nascida como filha após emboscada em Campo Grande. A tia-avó da bebê contou ao Jornal Midiamax que chegou a conversar com a sequestradora por mensagens no dia do crime, mas recebeu respostas evasivas.

“Eu tinha conseguido o contato dela no dia em que aconteceu, eu perguntando e ela se esquivando, dizendo que as meninas já tinham ido embora. As meninas saíram dizendo que foram chamadas para cuidar de uma criança e ganhar R$ 100, mas foi só uma emboscada”, relatou a familiar.

Questionada sobre o que seria feito com Ayla, a tia-avó afirmou que a família suspeita que a recém-nascida seria criada pelo casal como filha no Paraguai, país onde a bebê foi localizada. “Acreditamos, sim, que ela criaria a Ayla, mas só vamos saber mesmo depois do depoimento dela. Ela vai ter que dar conta de explicar o que aconteceu; nunca vimos essa mulher pessoalmente”, explicou.

Ayla é encontrada com casal preso em Pedro Juan Caballero

A bebê sequestrada em Campo Grande foi localizada neste domingo (9), na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram presos pela polícia paraguaia no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero.

A Polícia Nacional do Paraguai emitiu um comunicado, e o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) confirmou a localização da bebê. A Diretoria de Polícia de Prevenção e Segurança do Departamento de Amambay informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido à 1h15 (horário local).

As primeiras informações são de que a recém-nascida está bem. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde permanece em observação médica e passa pelos procedimentos necessários.

  • Cooperação: a ação foi realizada após análise de informações compartilhadas pela polícia brasileira no âmbito do Acordo de Cooperação Policial Internacional.
  • Detidos: o casal foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai.
  • Extradição: estão em andamento procedimentos para eventual extradição às autoridades brasileiras por meio de deportação.

O caso continua sendo investigado pela DEPCA.

Relembre o sequestro de Ayla em Campo Grande

No sábado (8), um homem suspeito de envolvimento no sequestro foi preso em ação conjunta da Polícia Civil. Ele teria emprestado uma casa no bairro Universitário para esconder a bebê, mas alegou não saber o motivo. O homem foi preso em flagrante e levado para a DEPCA.

A bebê teria sido sequestrada na madrugada da última sexta-feira (7), em Campo Grande, após a mãe, uma adolescente de 17 anos, ser dopada ao ir à casa da então sequestradora. De acordo com a família, a suspeita se aproximou da mãe durante a gestação e se ofereceu para fazer gratuitamente um book de fotos da recém-nascida. A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança.

Na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa. “Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela, que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe.

A vítima foi até o local acompanhada da irmã, de 13 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a adolescente pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a irmã para os fundos da casa.

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