Mãe de 17 anos relata emboscada, dopagem e cativeiro com a filha Ayla; bebê é resgatada no Paraguai
A adolescente de 17 anos, uma das vítimas do suposto sequestro ocorrido no início da tarde de quinta-feira (6), detalhou ao Jornal Midiamax as mais de 13 horas em que ficou refém. Ela estava com a irmã de 12 anos e a recém-nascida Ayla Emanuelly. A bebê foi encontrada no Paraguai na madrugada deste domingo (9).
Jovem foi dopada e amarrada em cativeiro
Segundo a adolescente, ela foi atraída para uma emboscada. Enquanto a suposta sequestradora mostrava a casa, os suspeitos tentaram desmaiá-la com um pano. “A bebê ficou com minha irmã na sala e ela foi me mostrar a casa. Tinha uma casinha no fundo. Quando eu entrei, eles tentaram me desmaiar com um pano no rosto. Me desacordaram, me amarraram e me jogaram dentro do banheiro, onde eu fiquei o dia inteiro sem comer”, relatou.
A jovem afirmou que a suspeita voltava ao local várias vezes para perguntar se ela queria algo.
Suspeita queria entregar Ayla para ‘Loira’
Durante o cativeiro, a jovem ouvia o choro da filha por uma janelinha. A suspeita teria dito que a bebê ficaria com uma mulher identificada apenas como “Loira”. “Ela falava que era vó da neném, uma tal de ‘Loira’, e eu falava pra ela que não era avó. Daí ela disse que queria a neném e que essa suposta vó queria me matar”, afirmou.
Questionada se conhecia “Loira”, a adolescente contou que já se relacionou com o filho de uma mulher loira, mas negou ter problemas com alguém. “Eu acho que foi tudo uma armadilha; eu não tinha problema com ninguém. Minha família não era de facção. Eu me relacionei com o filho de uma mulher; era loira e tudo e foi até investigada, mas não tem nada a ver com o caso”, explicou.
Mãe adolescente celebra resgate de Ayla no Paraguai
Com a filha localizada pela polícia paraguaia, a mãe de 17 anos afirmou que está aliviada. “Eu fiquei transbordando de alegria; fiquei muito feliz. Nem consegui dormir direito, não estava nem comendo. Algo me dizia que estava tudo bem com ela”, contou.
A bebê seguia de volta para Campo Grande, segundo a adolescente.
Bebê sem registro e família nega envolvimento
A mãe explicou que Ayla ainda não tinha registro de nascimento nem outros documentos por falta de dinheiro após o parto. “Não fizemos porque ligamos para o pai e ele disse que não tinha dinheiro pra ir lá. Depois que fomos pra casa, esperamos mais alguns dias para ir lá, até que aconteceu o que aconteceu”, finalizou.
A família de Ayla nega que a mãe adolescente tenha relação com o suposto sequestro. O caso segue sob investigação das autoridades.
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