Juíza Katy Braun autoriza retorno da bebê Ayla à família uma semana após sequestro em Campo Grande
A juíza Katy Braun do Prado autorizou a reintegração da bebê Ayla à família em Campo Grande, uma semana após o sequestro.
A recém-nascida de 28 dias voltou para casa na tarde desta quinta-feira (13). Ela estava sob responsabilidade do Conselho Tutelar desde o último domingo (9), quando foi encontrada no Paraguai. A informação foi confirmada por uma familiar da mãe.
Juíza Katy Braun autoriza reintegração de Ayla
No começo da tarde, a juíza autorizou o retorno da bebê. A familiar afirmou: “Está bem, linda e gorda”.
O caso segue sob investigação da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) sob sigilo.
Suspeita aliciou mãe com oferta de trabalho
A mãe, uma adolescente de 17 anos, relatou que foi atraída por Suzilaine da Graça Costa, de 37 anos, para cuidar de um bebê de seis meses. A diária seria de R$ 100.
Segundo a família, Suzilaine se aproximou durante a gestação. Ela ofereceu roupas, carrinho e book de fotos gratuito. As doações de roupas foram entregues antes do crime.
Cronologia do sequestro em Campo Grande
- Abordagem: Suspeita convidou a mãe para ser babá de seu filho, com pagamento de R$ 100 por dia.
- Sequestro: No imóvel, as vítimas foram ameaçadas e a bebê foi levada.
- Libertação: A adolescente e a irmã foram soltas de madrugada, sem Ayla, na Avenida Guaicurus.
- Resgate: A bebê foi encontrada no Paraguai no domingo (9).
- Prisão: Suzilaine e Alex Melo de Abreu foram presos pela polícia paraguaia.
Bebê foi levada sob ameaças e encontrada no Paraguai
Na quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar do bebê. A vítima foi ao local com a irmã, de 12 anos, em um carro de aplicativo pago pela acusada.
No imóvel, Suzilaine levou a menina de 12 anos para os fundos. Um homem apareceu e pressionou um pano no rosto da adolescente, que desmaiou. Ela foi amarrada e trancada no banheiro. A irmã ficou presa no quarto com Ayla.
De madrugada, os suspeitos libertaram as duas sem a bebê, próximo a uma área de mata na região da UPA Universitária. A criança foi localizada no Paraguai. Alex Melo de Abreu usou nome falso ao ser preso.
A força das mulheres na cerâmica tradicional
Entre os povos Kadiwéu e Terena, a arte de moldar o barro e pintar padrões geométricos complexos sem usar nenhum rascunho é uma tradição sagrada passada exclusivamente de mãe para filha.
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