Cardiologista é preso por morte de fisioterapeuta Fabíola Marcotti em Campo Grande
O cardiologista de 78 anos, marido da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi preso após a Justiça decretar sua prisão preventiva na sexta-feira (14). Ele é investigado na morte de Fabíola, encontrada com perfuração de tiro na cabeça. A ordem foi expedida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
Médico alegou ter ouvido disparo
No dia 18 de maio, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma suspeita de suicídio na casa onde o casal morava, na Chácara dos Poderes. Ao chegarem, os militares encontraram o médico e equipes do Corpo de Bombeiros, que já haviam constatado o óbito.
O médico disse que a esposa fez atividades de rotina e subiu para o andar superior. Ele relatou que estranhou a demora e foi verificar, encontrando a porta do quarto fechada. Após descer, ligou para Fabíola, mas não foi atendido. Pouco depois, ouviu um disparo e encontrou a companheira caída.
Defesa chama prisão de ‘descabida’
O advogado José Belga Trad, que defende o médico, afirmou que a prisão é “descabida”, pois o inquérito não foi concluído e o processo nem começou. Em nota, ele destacou que a verdade precisa ser apurada no processo, com direito de defesa e produção de provas.
Ele também afirmou que não há denúncia contra o médico e que tomará providências contra o decreto de prisão.
Família de Fabíola nega suicídio
A família da fisioterapeuta voltou a afirmar que ela não cometeu suicídio. Em nota divulgada pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens, os parentes dizem que não aceitam a tese de autoextermínio.
“Desde o primeiro momento, tentaram colocar sobre sua morte uma explicação pronta, fria e conveniente. Mas a família conhece Fabíola. Por isso, afirmamos com toda a firmeza: não aceitamos a tese de autoextermínio”, diz trecho da nota.
- Investigacão: Deam e MPE pedem mais 60 dias para concluir inquérito.
- Posição da família: “Fabíola foi morta por ser mulher”, diz nota.
- Justiça: Defesa promete recorrer da decisão.
O caso segue sob investigação da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e do Ministério Público Estadual. A família pede que nenhuma versão conveniente seja aceita sem confronto com as provas.
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