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Policial

Família de Fabíola Marcotti nega suicídio e afirma que fisioterapeuta foi vítima de feminicídio após prisão do marido médico

Defesa da fisioterapeuta de 51 anos diz que provas devem falar por ela após prisão preventiva do cardiologista em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 15/08/2026 - 16:37 | Meu MS News
Família de Fabíola Marcotti nega suicídio e afirma que fisioterapeuta foi vítima de feminicídio após prisão do marido médico
Fabíola Marcotti morreu aos 51 anos, em Campo Grande. (Reprodução, Arquivo Pessoal)

A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, se manifestou após o cumprimento do mandado de prisão do cardiologista João (nome fictício), de 78 anos, seu então companheiro. O médico continuará preso após audiência de custódia neste sábado (15), em Campo Grande. Em nota, a defesa da família alega que a prisão é necessária para garantir o andamento do inquérito sem interferências.

Família contesta versão de suicídio

“Para a família, Fabíola foi vítima de um cruel feminicídio. Essa convicção não nasce de desejo de vingança ou de julgamento antecipado, mas das circunstâncias reveladas ao longo da investigação e dos elementos técnicos que passaram a colocar sob sério questionamento a versão de suicídio inicialmente apresentada”, afirma a defesa, representada pelo advogado Márcio Almeida. “A família não busca vingança. Busca Justiça. Fabíola já não pode falar. Agora, cabe às provas falarem por ela”, conclui.

Justiça mantém prisão do médico

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, decretou a prisão preventiva do cardiologista na sexta-feira (14). Durante a audiência de custódia, o juiz Francisco Soliman manteve a prisão e recomendou o encaminhamento do preso ao Centro de Triagem. O médico passou por exame de corpo de delito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que apontou ausência de lesões recentes. Ele confirmou não ter sofrido maus-tratos durante a prisão ou na delegacia.

Defesa do cardiologista critica prisão

O advogado José Belga Trad, que representa o médico, classificou a prisão como “descabida”. Em nota, ele destacou que o inquérito não foi concluído e o processo nem começou. “A verdade precisa ser apurada no processo e para tanto é indispensável que o investigado e sua defesa sejam ouvidos e tenham o direito de produzir provas. Vamos tomar as providências contra esse temerário decreto de prisão.”

Relembre o caso

Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua casa, na Chácara dos Poderes, em Campo Grande, no dia 18 de maio deste ano. O médico acionou a polícia e alegou suicídio. Conforme o relato dele, a esposa foi para o andar superior, ele ouviu um disparo e a encontrou caída. A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) instaurou inquérito. O cardiologista foi preso no dia da morte por posse irregular de arma de fogo. Para os familiares, a decisão judicial assegura que os laudos periciais sejam concluídos com rigor técnico. O caso segue sendo investigado.

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