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Policial

Bruna Letícia Lima Freitas cobra respostas por morte do pai em desabamento de ponte no Rio Taquari

Filha do caminhoneiro Alexandre de Freitas, morto na queda da ponte na MS-163, pede investigação e responsabilização.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 16/08/2026 - 10:36 | Meu MS News
Bruna Letícia Lima Freitas cobra respostas por morte do pai em desabamento de ponte no Rio Taquari
Alexandre Rodrigues, de 49 anos. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

A filha de Alexandre de Freitas, de 49 anos, conhecido como “Lobisomem”, cobra justiça pelo acidente que matou o pai. Ele morreu na última quinta-feira (13), no desabamento da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na MS-163, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O caminhoneiro transportava uma carga de manilhas quando a estrutura de concreto armado desabou durante a passagem do veículo. Ele estava sozinho e foi encontrado submerso, preso na cabine do caminhão.

Pedido de justiça da filha

Bruna Letícia Lima Freitas, de 29 anos, moradora de Araraquara (SP), encaminhou ao Jornal Midiamax um pedido de respostas. “Eu quero respostas. Quero saber por que aquela ponte chegou a esse estado. Quero saber quem tinha a responsabilidade de fiscalizar, conversar e garantir que pessoas pudessem passar por ali em segurança. Quero saber se essa tragédia poderia ter sido evitada”, escreveu. Apesar do pedido, Bruna afirma que nenhuma resposta devolverá o abraço do pai, mas não aceita que a morte dele seja apenas mais um número. “Meu pai não vai voltar. Nenhuma resposta vai devolver o abraço dele, a voz dele, os momentos que ainda deveríamos viver juntos. Nada vai preencher o vazio que ficou na nossa família. Mas, justamente porque ele não pode mais falar, eu vou falar por ele”, disse.

Governador determina avaliação de pontes

Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, determinou a avaliação estrutural de pontes rodoviárias construídas há cerca de 20 anos por uma única empreiteira no Estado. A decisão ocorre como resposta à queda de pontes em MS. O governo estadual considera a possibilidade de implodir as estruturas restantes caso os laudos técnicos indiquem a inviabilidade de reforço estrutural. Segundo Riedel, a empresa em questão construiu sete pontes em Mato Grosso do Sul em gestões anteriores. Desse conjunto, três já cederam:

  • Ponte sobre o Rio do Peixe – desabou
  • Ponte na rodovia MS-382 (em Guia Lopes da Laguna) – desabou
  • Ponte sobre o Rio Taquari – desabou, causando a morte do caminhoneiro

Para avaliar as quatro pontes remanescentes, a Agesul-MS (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou uma consultoria de engenharia especializada. O laudo técnico definirá se o Estado executará obras de reforço ou a demolição preventiva por implosão. De acordo com o governador, o diagnóstico será concluído em um prazo de um a dois meses.

Sobrecarga de caminhões como causa

O colapso das estruturas está associado ao tráfego de carga superior à capacidade original de projeto. De acordo com Riedel, a infraestrutura construída há duas décadas não suporta o peso do transporte logístico atual. As rodovias do Estado registram a circulação de caminhões de nove eixos com cargas superiores a 100 toneladas. A queda da ponte do Rio Taquari teria sido provocada pela passagem de um veículo com sobrepeso.

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O refúgio ecológico da Serra do Amolar

A Serra do Amolar, na fronteira oeste, é uma fortaleza de rocha isolada que serve de rota de fuga e refúgio vital para a fauna do Pantanal durante o período das grandes cheias.

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