Osmar Stabile denuncia ameaças com facas e revólveres em negociação para renovar contrato de Memphis Depay no Corinthians
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, revelou que sofreu ameaças durante as negociações para renovar o contrato do atacante Memphis Depay. Segundo o dirigente, as ameaças incluíram mensagens com imagens de facas e revólveres, além da divulgação de dados pessoais dele e de familiares nas redes sociais. Contas bancárias também teriam sido invadidas.
Stabile relata impacto sobre a família e medidas de segurança
Stabile afirmou que a situação afetou sua esposa e suas filhas. Telefones de familiares foram vazados, e houve tentativas de invasão de contas bancárias. Pessoas passaram a enviar mensagens pelo WhatsApp para sua família. O presidente disse que está tomando as medidas necessárias diante das ameaças.
Antes da reviravolta que levou à renovação do vínculo com Memphis, Stabile também foi alvo de protestos em frente à sua residência, em São Paulo. Faixas foram colocadas no portão da casa por opositores do dirigente, com pedidos para que ele deixasse o clube. As mensagens, assinadas pelo coletivo Pixadores da Fiel (PDF), defendiam uma intervenção judicial no Corinthians.
Renovação de Memphis Depay avança após reunião no Parque São Jorge
Após dias de impasse e uma decisão inicial pela saída, o Corinthians chegou a um novo acordo para manter Memphis Depay até meados de 2028. O atacante é esperado no CT nesta terça-feira (18) e pode ser relacionado para enfrentar o Rosario Central pela Libertadores.
A negociação avançou na noite de segunda-feira, durante uma reunião realizada no Parque São Jorge. Conselheiros do Corinthians orientaram e deram aval para que o contrato do atacante holandês fosse renovado por mais duas temporadas. Depois do encontro, Stabile confirmou que pretende assinar o novo vínculo.
Preocupações financeiras e situação do clube
O presidente afirmou que sempre considerou a situação financeira do clube como o principal ponto a ser analisado antes de qualquer acordo. Segundo ele, não seria adequado assumir um compromisso que o Corinthians não tivesse condições de pagar posteriormente. Stabile também disse que sua preocupação está voltada para a instituição e para quem comandará o clube no futuro, já que o novo contrato terá duração de dois anos e ele não sabe se continuará na presidência durante todo esse período.
- Dívida atual: superior a R$ 2,7 bilhões
- Transfer bans ativos: três
- Investigações: inquéritos conduzidos pelo Ministério Público
Stabile declarou que teria sido mais fácil assinar qualquer contrato e deixar a responsabilidade para depois, mas preferiu avaliar os impactos financeiros para o Corinthians. O clube enfrenta atualmente três transfer bans ativos e possui uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões, além de ser alvo de inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.
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