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Policial

João Jazbik Neto, médico acusado de feminicídio, é solto pela Justiça em Campo Grande

O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi solto nesta quinta-feira (20) após habeas corpus, em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 20/08/2026 - 17:57 | Meu MS News
João Jazbik Neto, médico acusado de feminicídio, é solto pela Justiça em Campo Grande
Local onde a mulher foi encontrada morta. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi solto na tarde desta quinta-feira (20) após a análise do habeas corpus, em Campo Grande. O investigado estava preso desde a última sexta-feira (14), quando a 2ª Vara do Tribunal do Júri decretou a prisão preventiva.

Prisão preventiva e investigação de feminicídio

Na segunda-feira (17), a 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu as investigações e apontou que Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi vítima de feminicídio, descartando a hipótese de suicídio. “A investigação contou com laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal que afastaram categoricamente a hipótese de suicídio inicialmente cogitada”, diz trecho da nota.

Defesa do médico alega inocência

O advogado José Belga Assis Trad, que representa João Jazbik Neto, afirmou ao Jornal Midiamax que o médico é inocente e contestará os laudos em juízo. Segundo a defesa:

  • Suicídio: Fabíola teria deixado uma carta registrada em um diário com ideação suicida.
  • Colaboração: O médico colaborou com as investigações e cumpria as cautelares fixadas em habeas corpus anterior.
  • Contestação: Os laudos periciais que apontam feminicídio serão questionados judicialmente.

Família rejeita tese de suicídio e pede verdade

A família da fisioterapeuta voltou a afirmar que Fabíola não cometeu suicídio e que foi morta por ser mulher. Em nota, os familiares pedem rigor na apuração:

  • Rejeição: “Não aceitamos a tese de autoextermínio”.
  • Contexto: Ela foi morta dentro de um contexto que precisa ser apurado sem pressa ou omissões.
  • Exigência: “Que nenhuma versão conveniente seja aceita sem confronto com a prova”.

Relembre o caso: morte na Chácara dos Poderes

Fabíola Marcotti foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de maio, em sua casa na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. O médico acionou a polícia e alegou suicídio. Segundo o relato dele:

  • Rotina: Ela fez atividades matinais e subiu para o quarto; ele estranhou a demora e foi verificar.
  • Disparo: Após não ser atendido, desceu e ligou para Fabíola, que não atendeu; ouviu um tiro e subiu novamente, encontrando-a caída.
  • Acionamento: Chamou o ex-caseiro e, junto com os caseiros atuais, acionou o 190.
  • Armas: No dia da morte, João foi preso por posse irregular de arma de fogo, após polícia encontrar armamento sem documentação.

O caso segue sob investigação da 1ª Deam. A soltura do médico não encerra o inquérito, que aguarda conclusão de laudos e depoimentos.

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A tradição dos bordados e artesanato indígena

Nas aldeias do estado, a produção artesanal vai muito além do barro: os povos originários criam trançados complexos com fibras naturais, transformando elementos da flora local em cestaria de alto valor cultural.

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