João Jazbik Neto, médico acusado de feminicídio, é solto pela Justiça em Campo Grande
O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi solto na tarde desta quinta-feira (20) após a análise do habeas corpus, em Campo Grande. O investigado estava preso desde a última sexta-feira (14), quando a 2ª Vara do Tribunal do Júri decretou a prisão preventiva.
Prisão preventiva e investigação de feminicídio
Na segunda-feira (17), a 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) concluiu as investigações e apontou que Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi vítima de feminicídio, descartando a hipótese de suicídio. “A investigação contou com laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal que afastaram categoricamente a hipótese de suicídio inicialmente cogitada”, diz trecho da nota.
Defesa do médico alega inocência
O advogado José Belga Assis Trad, que representa João Jazbik Neto, afirmou ao Jornal Midiamax que o médico é inocente e contestará os laudos em juízo. Segundo a defesa:
- Suicídio: Fabíola teria deixado uma carta registrada em um diário com ideação suicida.
- Colaboração: O médico colaborou com as investigações e cumpria as cautelares fixadas em habeas corpus anterior.
- Contestação: Os laudos periciais que apontam feminicídio serão questionados judicialmente.
Família rejeita tese de suicídio e pede verdade
A família da fisioterapeuta voltou a afirmar que Fabíola não cometeu suicídio e que foi morta por ser mulher. Em nota, os familiares pedem rigor na apuração:
- Rejeição: “Não aceitamos a tese de autoextermínio”.
- Contexto: Ela foi morta dentro de um contexto que precisa ser apurado sem pressa ou omissões.
- Exigência: “Que nenhuma versão conveniente seja aceita sem confronto com a prova”.
Relembre o caso: morte na Chácara dos Poderes
Fabíola Marcotti foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de maio, em sua casa na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. O médico acionou a polícia e alegou suicídio. Segundo o relato dele:
- Rotina: Ela fez atividades matinais e subiu para o quarto; ele estranhou a demora e foi verificar.
- Disparo: Após não ser atendido, desceu e ligou para Fabíola, que não atendeu; ouviu um tiro e subiu novamente, encontrando-a caída.
- Acionamento: Chamou o ex-caseiro e, junto com os caseiros atuais, acionou o 190.
- Armas: No dia da morte, João foi preso por posse irregular de arma de fogo, após polícia encontrar armamento sem documentação.
O caso segue sob investigação da 1ª Deam. A soltura do médico não encerra o inquérito, que aguarda conclusão de laudos e depoimentos.
A tradição dos bordados e artesanato indígena
Nas aldeias do estado, a produção artesanal vai muito além do barro: os povos originários criam trançados complexos com fibras naturais, transformando elementos da flora local em cestaria de alto valor cultural.
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