Lupérsio Degerone Lucio institui protocolo de atendimento humanizado a indígenas, quilombolas e ciganos na Polícia Civil de MS
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) instituiu o Protocolo Institucional de Atendimento e Proteção às Pessoas Pertencentes a Povos, Comunidades Tradicionais e Grupos Étnico-Raciais Vulnerabilizados. A medida foi publicada nesta quinta-feira (20) no Diário Oficial Eletrônico (DOE).
Objetivo do protocolo é padronizar procedimentos e coibir violência
Na prática, a medida visa uniformizar o atendimento nas delegacias, garantindo escuta humanizada e reduzindo a violência institucional. A portaria foi assinada pelo delegado-geral, Lupérsio Degerone Lucio, e já está em vigor, integrando o Sistema de Protocolos Institucionais da PCMS.
Grupos contemplados pelo novo protocolo
O protocolo abrange diversos grupos historicamente vulnerabilizados. São eles:
- Povos indígenas
- Comunidades quilombolas
- Povos ciganos
- Demais povos e comunidades tradicionais
- População negra
- Outros grupos étnico-raciais vulnerabilizados
Diretrizes para investigação de crimes discriminatórios
A autoridade policial deve considerar o contexto da ocorrência ao investigar crimes com possível motivação discriminatória. Entre os fatores a serem analisados estão:
- Relação entre autor e vítima
- Manifestações discriminatórias
- Histórico de ataques semelhantes
- Impactos individuais e coletivos
- Existência de discurso de ódio ou incitação à discriminação
As infrações abrangidas incluem racismo, injúria racial, ameaça, perseguição, constrangimento ilegal, dano qualificado e crimes praticados mediante discurso de ódio.
Medidas de aprimoramento institucional
A portaria prevê ações complementares para melhorar a atuação da PCMS:
- Produção de dados qualificados sobre os atendimentos
- Capacitação dos servidores para lidar com esses grupos
- Integração com a rede de proteção social e de direitos
- Avaliação da qualidade do atendimento prestado
A tradição dos bordados e artesanato indígena
Nas aldeias do estado, a produção artesanal vai muito além do barro: os povos originários criam trançados complexos com fibras naturais, transformando elementos da flora local em cestaria de alto valor cultural.
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