TJMS julga habeas corpus de Neno Razuk nesta quinta-feira (20)
O pedido de habeas corpus feito por Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, será julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) na tarde desta quinta-feira (20). A defesa protocolou o pedido quando o ex-deputado ainda estava foragido na Bolívia. Apesar de a liminar ter sido negada anteriormente, o mérito agora será apreciado pelo colegiado da 1ª Câmara Criminal.
Paralelamente, Neno Razuk aguarda a análise de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a prisão. Ele foi capturado em 2 de agosto nos arredores de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com base em um mandado de prisão em aberto no Brasil e na Difusão Vermelha da Interpol. Desde então, está detido no Centro de Triagem de Campo Grande.
Teses da defesa para reverter a prisão
O advogado Ricardo Souza Pereira estruturou o pedido de liberdade em quatro argumentos principais:
- Incompetência do juízo: alega que o juiz que determinou a prisão não tinha jurisdição sobre o caso.
- Falta de pressupostos legais: sustenta que não havia requisitos para a prisão preventiva.
- Confusão interpretativa: defende que a alteração da situação fática não configura fato novo que justifique a medida cautelar.
- Inexistência de elementos válidos: afirma que não há provas concretas para manter a segregação cautelar.
Clã Razuk é investigado por liderar jogo do bicho
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou a família Razuk como principal responsável pela exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Além de Neno, estão presos seus irmãos Rafael e Jorge Razuk. O pai, Roberto Razuk, cumpre prisão domiciliar devido ao estado de saúde delicado.
Documentos da investigação indicam que o patriarca do clã detinha a decisão final sobre questões estratégicas, como expansão do grupo e grandes investimentos. Neno, por sua vez, é apontado como o líder operacional, mas todas as ações passavam pelo aval do pai. Jorge atuava como gerente e articulador da “jogatina”, focando na expansão dos negócios.
Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande após a queda da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.
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