Corpo do ‘Barão do Tráfico’ é liberado e vai a velório em Goiânia
O corpo de Leonardo Dias Mendonça, 63 anos, conhecido como ‘Barão do Tráfico’, foi liberado do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Campo Grande e segue para velório em Goiânia, em Goiás. A informação é confirmada pela advogada do traficante, Ana Cláudia Alves da Silva.
Conforme informou ao Jornal Midiamax, a advogada explica que o corpo ainda está em traslado para a capital goiana e, até o momento, não há previsão para o início do velório do criminoso, que, durante muitos anos, foi responsável pela venda de cocaína para as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Ligação com Fernandinho Beira-Mar e a Interpol
‘Barão’ tinha ligação direta com o traficante Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho. Além disso, esteve na lista da Interpol, sendo procurado no mundo todo. Ele era especializado em retirar cocaína da Colômbia e distribuí-la na Europa e em outros países.
Personagem central das grandes investigações brasileiras sobre tráfico transnacional nos anos 1990, Leonardo, mesmo detido, chegou a comandar uma rede de mais de 30 pessoas ligada ao comércio internacional de entorpecentes. O poder financeiro do grupo impressionou os investigadores.
Lavagem de dinheiro e influência política
O dinheiro ilícito era lavado na compra de fazendas e gado, garantindo influência sobre políticos e magistrados. O capital era destinado a empresas de diversos setores para ocultar a origem criminosa dos recursos.
Segundo as investigações, Leonardo coordenava o envio de cocaína para a Europa. O esquema contava com o apoio do ex-prefeito de São Miguel do Araguaia, em Goiás, Nélio Pontes. O prefeito era responsável pela logística de recebimento das drogas vindas de países produtores.
Pistas clandestinas no interior goiano eram usadas para descarregar o material trazido por pequenos aviões. Do Brasil, a cocaína seguia para a Europa em contêineres de navios com cargas lícitas.
Uso de celulares na prisão
Na penitenciária, Leonardo fazia uso constante de celulares, o que facilitava o comando do tráfico. Por pelo menos 50 vezes, durante o período em que esteve preso em Goiás (2002), ele mudou de telefone.
Corpo de ‘Barão do Tráfico’ será examinado após suspeita de envenenamento.
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