Cachoeira do Inferninho é palco de execuções e desovas há 13 anos
Com uma queda d’água de quase 50 metros de altura, a cachoeira do Inferninho, a cerca de 15 km do Centro de Campo Grande, deixou de ser, há mais de 10 anos, um local destinado somente à prática de esportes. Atualmente, a região é vista com frequência nas manchetes policiais. Só nos últimos cinco meses, foram encontrados três corpos no local, mas o primeiro registro feito pelo Jornal Midiamax foi em 2013, quando um homem de aproximadamente 30 anos foi encontrado morto, com perfurações e fortes sinais de violência.
Apesar de ser uma região onde criminosos desovam os corpos, muitos crimes também ocorrem por ali. Em março deste ano, por exemplo, Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, foi sequestrado, levado ao Inferninho e morto a facadas no local. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime.
Histórico de mortes violentas
Mortes ligadas a facções criminosas também fazem parte dos registros policiais na região do Inferninho. José Carlos Louveira Figueiredo, o “Coroa”, foi decapitado por integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O corpo dele foi jogado na cachoeira do Inferninho, mas a cabeça da vítima nunca foi encontrada. A morte da musicista Mayara Amaral, em 2017, também ganhou repercussão em Campo Grande. Ela foi morta pelo namorado e seu corpo foi encontrado parcialmente queimado, em uma estrada que dá acesso ao Inferninho. Ela ficou dois dias desaparecida depois de brigar com o autor do crime.
Outro homicídio que ganhou destaque na imprensa foi o de Ronaldo Nepomuceno Neves, dono de uma boate em Campo Grande. O crime ocorreu em 12 de setembro de 2020. Depois de ser torturado e espancado, Ronaldo foi levado para o Inferninho e queimado junto de um veículo.
Registros recentes em 2026
Além de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, outras duas vítimas foram localizadas em 2026 na região do Inferninho. Giovana Castura Werner, de 51 anos, foi encontrada em março, seminua e com um tiro na cabeça. Edevaldo Alves de Mello, de 39 anos, foi encontrado parcialmente submerso na cachoeira, com as mãos amarradas e um ferimento na cabeça.
Cronologia dos crimes no Inferninho
- 2013 – Homem de 30 anos encontrado morto com sinais de violência e perfurações.
- 2015 – Motorista desaparecido de motocicleta encontrado por praticantes de rapel próximo à cachoeira.
- 2017 – Mayara Amaral, 27 anos, morta a marteladas em motel; corpo levado para a estrada do Inferninho e queimado.
- 2017 – José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, “Coroa”, sequestrado e decapitado pelo PCC; corpo desovado no Inferninho, cabeça nunca encontrada.
- 2020 – Gleison da Silva Abreu, 25 anos, encontrado na região da cachoeira, morto por asfixia e desovado no local.
- 2020 – Ronaldo Nepomuceno Neves, 48 anos, dono de boate, torturado e morto/queimado no Inferninho junto com veículo.
- 22/03/2026 – Guilherme Carlos Canozi, 29 anos, mantido em cárcere, transportado até o Inferninho e morto a facadas. Cinco indiciados.
- 24/03/2026 – Giovana Castura Werner, 51 anos, encontrada seminua na beira da estrada com tiro na cabeça; assassinada durante trajeto e corpo levado ao Inferninho.
- 23/08/2026 – Edevaldo Alves de Mello, 39 anos, encontrado sentado, parcialmente submerso, com mãos amarradas e ferimento na cabeça.
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