Defesa de suspeita de esfaquear mulher em boate no MS pede liberdade
Versão da suspeita
Segundo a defesa, a suspeita de 27 anos alega que agiu em legítima defesa. Ela teria dito à polícia que a dona da boate insistia em conversar com ela, mas o pedido era ignorado. Na madrugada de segunda-feira (24), ao passar pelo estabelecimento, a empresária a chamou para conversar perto de alguns contêineres. Nesse momento, a vítima, de 33 anos, teria aparecido com um canivete e tentado atingi-la. A suspeita conta que conseguiu se desviar, desarmar a vítima e, tomada pela emoção, desferiu duas facadas nas costas e outra na cabeça, que passou de raspão.
Versão da vítima
Já a vítima relata uma história diferente. Ela afirma que a dona da boate teria discutido com a suspeita momentos antes. Ao presenciar a situação em que a suspeita teria partido para cima da empresária, tentou defendê-la, entrando em vias de fato. Pessoas no local as separaram, mas a suspeita saiu dizendo que voltaria para pegá-las mais tarde. Cerca de uma hora e meia depois, a vítima estava nos fundos do estabelecimento quando viu a suspeita chegando. Para se defender, pegou uma garrafa de cerveja. Uma testemunha, porém, viu que a suspeita estava com uma faca e mandou que ela corresse. A vítima acabou caindo e foi surpreendida pelos golpes. Uma testemunha separou a briga e também sofreu um corte no braço esquerdo.
Prisão e pedido de liberdade
Após os fatos, a suspeita saiu do local e foi para um quarto alugado em um bar. Ela foi presa por uma equipe da Polícia Militar em um posto de gasolina na MS-240, onde aguardava um motorista de aplicativo para fugir para Campo Grande. Ainda sem audiência de custódia, a defesa, representada pela advogada Joceli Gerônimo, entrou na terça-feira (25) com pedido de liberdade provisória ou substituição por prisão domiciliar. O pedido ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário. “Ela tem duas crianças menores de 12 anos. A defesa está aguardando a análise da autoridade judiciária na audiência de custódia para que os preceitos legais sejam aplicados ao caso”, disse Joceli.
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