PF revela esquema de R$ 146 mi com peças importadas e empresas fantasmas
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Peça-Chave, que desarticulou um esquema criminoso de importação e venda de peças automotivas estrangeiras por meio de empresas fantasmas. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023, sem comprovação documental ou contábil da origem dos recursos.
Operação Peça-Chave mira empresas fantasmas e documentos fiscais fraudulentos
Segundo a PF, o grupo utilizava documentação fiscal fraudulenta para dar aparência de legalidade às mercadorias. As investigações, iniciadas em 2021, identificaram movimentações financeiras atípicas e saques elevados em espécie em agências bancárias na região de fronteira de Mato Grosso do Sul.
Os agentes constataram indícios de uso de documentos fiscais emitidos sem estrutura operacional compatível, além de notas com informações genéricas ou valores que não correspondiam às características das mercadorias transportadas.
Movimentações suspeitas e lavagem de dinheiro
A Receita Federal realizou análise fiscal, patrimonial e financeira dos envolvidos. Os levantamentos apontaram que o grupo movimentou mais de R$ 146 milhões sem comprovação documental. Também foram encontrados indícios de lavagem de dinheiro, com valores em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível, mas ligadas aos principais integrantes do esquema.
- Movimentação total: R$ 146 milhões (2018-2023)
- Crimes apurados: introdução e comercialização de peças estrangeiras, uso de documentos fiscais fraudulentos, lavagem de dinheiro
- Método: empresas fantasmas emitiam notas fiscais para terceiros, sem registro de entrada nos estoques
Mandados em três estados
A operação cumpre mandados de busca e apreensão em Ponta Porã (MS), São Paulo (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP), expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande. A decisão judicial autoriza a apreensão de drogas, armas, joias, obras de arte, bens de alto valor agregado e dinheiro em espécie acima de R$ 5 mil sem origem comprovada.
A PF e a Receita Federal seguem investigando para identificar todos os envolvidos no esquema e recuperar os valores desviados.
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