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Policial

Razuk chega a 10 dias preso e TJMS julga novo pedido de soltura

TJMS julga na próxima semana o habeas corpus de Razuk; influenciador está preso desde 18 de agosto na Operação Rodas da Sorte.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 28/08/2026 - 13:07 | Meu MS News
Razuk chega a 10 dias preso e TJMS julga novo pedido de soltura
Razuk foi preso no dia 18 (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) julga na próxima semana o habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador Eduardo Rezende da Silva Razuk. Ele foi preso preventivamente no dia 18 de agosto e completa 10 dias detido.

A Justiça negou o pedido de liminar e encaminhou o caso para a 1ª Câmara Criminal. O Midiamax acionou o advogado Tiago Bunning, que representa Razuk, mas não obteve resposta.

TJMS analisa novo pedido de liberdade de Razuk

O pedido de liberdade será julgado na próxima semana. A defesa tenta reverter a prisão preventiva após a negativa da liminar.

Esquema usava licença de loteria da Paraíba

Preso durante a Operação Rodas da Sorte, o influenciador atuava em um esquema que envolvia uma agência intermediadora no Rio de Janeiro e uma operadora credenciada na Paraíba. O objetivo era dar aparência de legalidade aos sorteios digitais de veículos de luxo. A investigação aponta que a rede movimentou cerca de R$ 100 milhões em seis meses.

Papel da empresa paraibana

Conforme a apuração, Razuk usaria a licença da FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios Ltda. (CNPJ 30.999.856/0001-83). A empresa tem cadastro ativo na Lotep (Loteria do Estado da Paraíba) na modalidade passiva (sorteios).

  • Licença usada: cadastro da FM na Lotep, na modalidade passiva de sorteios.
  • Intermediação: agência no Rio de Janeiro fazia a ponte entre Razuk e a empresa paraibana.
  • Vendas: bilhetes comercializados em escala nacional via Pix.
  • Lucro: valores repassados ao influenciador após os sorteios.

A empresa paraibana atuaria como testa de ferro regulatório, cedendo o cadastro e a autorização estadual para Razuk figurar formalmente como realizador dos sorteios. A agência do Rio de Janeiro, segundo as investigações, também seria usada para lavar dinheiro do tráfico de drogas naquele estado.

Manobra para contornar a legislação

Na modalidade passiva, Razuk poderia atuar apenas como garoto-propaganda. A investigação, porém, aponta que ele organizava os sorteios e comprava os veículos em nome próprio. A manobra teria dois objetivos: contornar a proibição de cessão dos direitos concedidos pela Loteria da Paraíba e burlar a jurisdição, já que autorizações estaduais têm abrangência territorial segundo o STF.

Para vender bilhetes em todo o Brasil e atingir consumidores de Mato Grosso do Sul, o esquema exigiria aval de autoridades nacionais. A defesa afirma que a modalidade de sorteio virtual é permitida e que a tese será demonstrada no processo.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Eduardo Razuk afirmou que os sorteios seguiam todas as normas legais e que a natureza jurídica da atividade era de loteria passiva. O texto diz ainda que as relações com as empresas investigadas eram baseadas em contratos legais.

“Isso será comprovado no processo”, sustenta a defesa.

Operação Rodas da Sorte

A Operação Rodas da Sorte cumpriu mandados de prisão e busca em Campo Grande, Rio de Janeiro e João Pessoa. A Justiça determinou a apreensão de 22 veículos de luxo, a indisponibilidade de 5 imóveis e o bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias.

  • Veículos: 22 carros de luxo apreendidos, avaliados em R$ 20 milhões.
  • Imóveis: 5 imóveis com indisponibilidade decretada.
  • Contas: cerca de R$ 500 milhões bloqueados.
  • Crimes apurados: lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

Eduardo foi preso junto com o irmão Rafael Razuk por vendas ilegais de rifas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Também foi detido na Paraíba Cícero Fabiano Melo Silva, proprietário da FM, apontado como responsável pela exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar. A defesa do empresário afirma que o Paraíba Premiado não tem relação com os fatos investigados.

Procurados, a FM, a agência do Rio de Janeiro e a Lotep não responderam aos questionamentos até a publicação.

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