Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]

Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]

Policial

Grupo com policiais tem R$ 15 milhões confiscados em MS

Justiça Federal condena três comerciantes e bloqueia bens de R$ 15,5 milhões em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 31/08/2026 - 09:47 | Meu MS News
Grupo com policiais tem R$ 15 milhões confiscados em MS
Operação teve como alvo policiais envolvidos com grupo criminoso. (Madu Livramento, Midiamax)

A Justiça Federal condenou três comerciantes de Mato Grosso do Sul por formarem uma organização criminosa especializada no descaminho de eletrônicos do Paraguai. O trio foi alvo da Operação Iscariotes, da Polícia Federal.

Clenio Alisson Tavares da Silva, lojista do Centro Comercial Popular Marcelo Barbosa da Fonseca — o Camelódromo de Campo Grande —, era o líder do esquema, detectado em junho de 2023. Em fevereiro de 2025, ele foi preso e o filho Brendon Alisson Medeiros Tavares passou a comandar boa parte das atividades criminosas.

Mesmo preso, Clenio ainda exercia influência na organização por meio dos dois filhos, Brendon e Bruno Natan Medeiros Tavares. Bruno era o responsável por montar os compartimentos ocultos nos veículos para trazer os eletrônicos do Paraguai.

Policiais cooptados para transporte

Para garantir que os itens chegassem a Campo Grande, o grupo cooptou agentes de segurança pública para não chamar a atenção em postos de fiscalização. Bruno atuava como batedor, acompanhando esses servidores ativos e inativos.

Participavam do esquema os policiais civis Edivaldo Quevedo e Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa; o policial militar da reserva Alécio Aparecido Lezo, o Grandão; o policial federal Miguel Freire; os policiais rodoviários federais aposentados Walter Nascimento Vieira e Antônia Lucilene Teixeira; e o bombeiro militar da reserva Ivanilton Oliveira da Silva. Dois lojistas de Minas Gerais também foram identificados como parte da organização.

Condenação e bloqueio de bens

Em março de 2026, a PF realizou a Operação Iscariotes e prendeu o trio. Bruno conseguiu progressão para prisão domiciliar. Na decisão, o juiz federal Felipe Alves Tavares, da 2ª Vara Federal de Campo Grande, citou que a organização criminosa movimentou R$ 15,5 milhões em pouco mais de dois anos.

Ao avaliar o papel de cada um, o magistrado descartou a tese das defesas de que o trio atuava como comerciantes independentes. “A estabilidade e a permanência do vínculo associativo entre os réus e os demais integrantes identificados na denúncia estão amplamente documentadas nos autos, por meio de diálogos extraídos de aparelhos celulares ao longo de quase três anos e de sucessivas prisões em flagrante de integrantes transportando mercadorias do mesmo esquema”, pontuou.

Tavares condenou Clenio, Brendon e Bruno a 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto. As prisões preventivas foram revogadas e eles poderão recorrer em liberdade. O juiz também decretou o bloqueio de bens de pai e filho no valor de R$ 15,5 milhões.

  • Valor bloqueado: R$ 15,5 milhões
  • Bens: dinheiro, mansão de Brendon em condomínio de luxo, outros imóveis e carros
  • Pena: 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto

Operação Iscariotes prendeu policiais

Em 18 de março de 2026, a PF e a Receita Federal realizaram a Operação Iscariotes para reprimir a atuação da organização criminosa que recrutava policiais para o contrabando de eletrônicos. Entre os 90 mandados expedidos pela Justiça Federal, dois foram cumpridos em delegacias.

Dois policiais civis foram presos em casa, em Campo Grande: os investigadores Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, e Edivaldo Quevedo da Fonseca. O grupo era especializado na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado, sem documentação fiscal e sem regularização dos órgãos de controle aduaneiro.

Após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades, especialmente em Minas Gerais. A organização usava veículos adaptados com compartimentos ocultos e contava com agentes de segurança, alguns aposentados e outros da ativa, que forneciam e monitoravam informações sigilosas de sistemas policiais e atuavam no transporte das mercadorias.

Mascote Capy
🧉 Papo de Capivara

A engenharia das comitivas no campo

Nas longas viagens de gado pelo Pantanal, o cozinheiro da comitiva (conhecido como "mateiro" ou "gaiato") usava um fogão de chão cavado diretamente na terra, chamado de fogão cocho, para proteger o fogo do vento forte.

Anuncie no Meu MS News! 🧉

Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]