Homem que matou esposa asfixiada em Campo Grande segue preso
O suspeito de matar a companheira asfixiada em Campo Grande vai continuar preso. Aparecido de Souza Doirado, de 46 anos, passou por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (31) no Fórum da cidade e teve a prisão mantida.
Detalhes da prisão e do crime
Aparecido foi preso pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no último sábado (29), um dia após o crime. A vítima, Adrieli dos Santos, de 34 anos, foi encontrada sem vida pela própria mãe, que foi até a residência após a filha não responder às mensagens. A mãe usou uma escada para pular o muro e encontrou Adrieli na sala, já sem sinais vitais.
Câmeras de monitoramento flagraram o suspeito saindo de casa logo após o crime, na manhã de sexta-feira (28), com o filho de 3 anos do casal. A delegada Larissa Serpa, da 1ª Deam, confirmou que a causa da morte foi asfixia por esganadura, caracterizando feminicídio.
Relação do casal e ausência de medidas protetivas
Conforme apurado pela polícia, a vítima não tinha medida protetiva vigente nem ocorrência registrada recentemente contra o autor. Nas redes sociais, Aparecido publicava imagens do casal com mensagens românticas, como “Feliz aniversário, meu amorzinho. Diante dos tropeços, aqui estamos”.
Onde buscar ajuda em Mato Grosso do Sul
- Casa da Mulher Brasileira (Campo Grande): Rua Brasília, s/n, Jardim Imá. Funciona 24h, inclusive fins de semana. Oferece atendimento da Deam, Defensoria Pública, MP, Vara de Medidas Protetivas, assistência social e psicológica, alojamento, brinquedoteca, Patrulha Maria da Penha e Guarda Municipal. Telefone: 153.
- Canais de denúncia: 180 (Central de Atendimento à Mulher, anonimato garantido, não emergencial) e 190 (emergências).
- Promuse (Programa Mulher Segura): WhatsApp (67) 99180-0542.
- Deams no interior: Presentes em Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
- Denúncias contra a Polícia Civil: Corregedoria pelo (67) 3314-1896; Gacep/MPMS pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
A engenharia das comitivas no campo
Nas longas viagens de gado pelo Pantanal, o cozinheiro da comitiva (conhecido como "mateiro" ou "gaiato") usava um fogão de chão cavado diretamente na terra, chamado de fogão cocho, para proteger o fogo do vento forte.
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