Agepen identifica organizadores de festa do PCC e rota da droga
A Agepen-MS (Agência de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) informou nesta terça-feira (1º) que já identificou alguns dos envolvidos na festa de aniversário do PCC (Primeiro Comando da Capital) e como as drogas teriam entrado no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. As medidas a serem tomadas ainda não foram divulgadas.
Um vídeo obtido pelo Jornal Midiamax mostra os detentos em volta de uma mesa coberta por pinos de cocaína, com um deles agradecendo a participação e comemorando os 33 anos da facção, chamando a Máxima de “maior sede do PCC dentro do estado do MS”. A identidade do líder no vídeo não foi revelada.
Investigação em andamento
A Agepen afirma que os vídeos estão sendo analisados pelos setores competentes para adoção das medidas cabíveis. No entanto, até o momento, a agência não informou se algum detento foi punido ou como a droga superou a segurança.
Questionada na manhã desta terça, a assessoria da Agepen manteve o mesmo posicionamento e disse que detalhes sobre a identificação e a entrada da droga são de competência do serviço de inteligência, não podendo ser repassados.
Ações de segurança da Agepen
Em nota, a Agepen listou as medidas permanentes para coibir ilícitos nas unidades prisionais:
- Scanner corporal: utilizado nas revistas de visitantes e servidores;
- Vistorias constantes: nas celas e áreas comuns;
- Operações pente-fino: varreduras periódicas para apreensão de materiais proibidos;
- Monitoramento de drones: interceptação e combate a arremessos;
- Telamento reforçado: para dificultar a entrada de objetos.
Histórico do PCC na Máxima
Não é a primeira vez que uma festa da facção é registrada dentro do presídio. Em 2016, o Midiamax divulgou imagens de detentos comemorando o aniversário do PCC. Na ocasião, as fotos eram de Alexandrinho (Alexandre Barreto de Castro), que estava preso por matar um policial militar. Ele morreu em confronto em 2022.
O PCC foi fundado em 31 de agosto de 1993, durante uma partida de futebol na quadra do Piranhão, em São Paulo. A facção surgiu, segundo seus criadores, para “combater a opressão” no sistema prisional e vingar os 111 mortos no massacre do Carandiru, em 1992.
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