STJ julga liberdade de Neno Razuk no fim de setembro
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) agendou para o dia 17 de setembro o julgamento do mérito do habeas corpus que pede a liberdade de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk. O ex-deputado está preso desde 2 de agosto, acusado de liderar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
Como será o julgamento
A análise ocorrerá de forma virtual, entre os dias 17 e 24 de setembro. Os magistrados poderão emitir seus votos eletronicamente. O ministro Carlos Pires Brandão, relator do caso, já negou um pedido liminar de liberdade e solicitou mais informações à Justiça Estadual, além de um parecer do MPF (Ministério Público Federal).
Argumentos da defesa
A defesa de Neno Razuk alega que a prisão se baseia em uma suposta confusão entre modificação das circunstâncias do caso e fato novo. Também questiona a falta de contemporaneidade dos acontecimentos e a ausência de elementos que justifiquem a detenção.
Prisão na Bolívia
Neno foi detido no dia 2 de agosto, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A localização ocorreu por monitoramento conjunto da Polícia Federal com autoridades bolivianas. A defesa afirma que o ex-deputado já havia combinado sua apresentação ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e estava voltando ao Brasil.
Investigação da família Razuk
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou Neno Razuk, seu pai — o ex-deputado federal Roberto Razuk, em prisão domiciliar — e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, também presos. A denúncia foi protocolada em dezembro de 2025 e aceita pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande em janeiro de 2026, como desdobramento da 4ª fase da Operação Successione.
Acusações e pedido de indenização
Segundo a denúncia, a família Razuk formava a cúpula de uma organização criminosa armada voltada à exploração ilegal de jogos de azar. O Gaeco aponta uso de corrupção, lavagem de dinheiro e violência (incluindo roubos) para garantir o monopólio da contravenção. A investigação cita ainda o envolvimento de policiais militares da reserva e de um ex-policial. O MPMS requer a condenação dos 20 denunciados e o pagamento de R$ 36 milhões em reparação de danos.
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