Conmebol aplica multa de R$ 515 mil ao Rosario Central por ofensas racistas a Hugo Souza
A Conmebol multou o Rosario Central em US$ 100 mil (cerca de R$ 515 mil) devido a ofensas racistas proferidas por torcedores argentinos contra o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, durante o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, na Argentina.
Na ocasião, Hugo Souza relatou ter ouvido expressões como “macaco”, “mono” (macaco, em espanhol) e “negro de merda” em diferentes momentos da partida. Após o jogo, o goleiro lamentou: “Infelizmente, todas as vezes que a gente vem jogar aqui é assim. Parece comum. O jogo todo: ‘macaco’, ‘mono’, ‘negro de merda’. É algo que acontece frequentemente aqui.”
Protocolo antirracismo ativado, mas jogo não foi parado
O goleiro do Timão comunicou as ofensas ao árbitro, que acionou o protocolo antirracismo da Conmebol. No entanto, a partida não foi interrompida. Além da multa financeira, o clube argentino terá de adotar medidas educativas na próxima vez que atuar como mandante em competições da Conmebol.
Medidas educativas impostas ao Rosario Central
As punições pedagógicas incluem:
- Cartaz em campo: exibir a frase “Respeito é essencial” antes da partida.
- Mensagem no telão: mostrar a mesma frase a partir do segundo tempo.
- Campanha nas redes sociais: publicar conteúdo com a mesma mensagem nos três dias anteriores ao próximo jogo em casa.
Essas medidas só poderão ser cumpridas se o Rosario se classificar para alguma competição sul-americana na próxima temporada, já que o Corinthians venceu o jogo da volta e avançou às quartas de final da Libertadores.
Outras multas aplicadas pela Conmebol
O clube e seu técnico, Jorge Almirón, também foram punidos por outras infrações na mesma partida:
- Atraso no protocolo de início: multa de US$ 50 mil (R$ 257 mil) para Almirón e US$ 32 mil (R$ 165 mil) para o clube.
- Uso de sinalizadores: penalidade de US$ 8 mil (R$ 41 mil).
- Lançamento de objetos no campo: multa de US$ 5 mil (R$ 25 mil).
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