Festa do PCC leva Agepen a suspender entregas em presídio
A Agepen-MS suspendeu temporariamente a entrega de pertences aos detentos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, nesta quarta-feira (2). A medida ocorre após a Operação Nêmesis, deflagrada na segunda-feira (31) para conter a comemoração dos 33 anos do PCC dentro da unidade, regada a drogas.
Operação Nêmesis e segurança
Segundo a Agepen, a suspensão é necessária para garantir o andamento da operação, que inclui revistas e transferências. A agência informou que as entregas serão reagendadas e os familiares avisados. A operação foi iniciada após a identificação dos envolvidos na festa, que exibiram drogas em vídeos.
Drogas entraram por drones
A Agepen afirmou que o entorpecente foi arremessado por drones. Entre 25 e 29 de agosto, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional interceptaram 13 tentativas de entrega por drones na unidade. Apesar do monitoramento, os presos conseguiram receber drogas, como mostrado nos vídeos.
- Tentativas frustradas: 13 interceptações de drones em 5 dias
- Período: 25 a 29 de agosto
Aniversário do PCC e consequências
No vídeo, detentos comemoram os 33 anos do PCC, afirmando que a Máxima é a “maior sede dentro de MS”. A Agepen não divulgou nomes nem quantos foram transferidos, citando sigilo. A facção foi criada em 1993, e a comemoração não é inédita: em 2016, imagens similares já haviam sido divulgadas pelo Midiamax.
A Agepen informou que os envolvidos serão submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC) e podem responder criminalmente pela Lei de Execução Penal e Lei das Organizações Criminosas.
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