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Policial

Fisioterapeuta é agredida com barra de ferro e pode precisar de cirurgia

Jovem de 23 anos foi atacada por um desconhecido enquanto ia para o trabalho, em Campo Grande.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 04/09/2026 - 13:26 | Meu MS News
Fisioterapeuta é agredida com barra de ferro e pode precisar de cirurgia
Vítima teve o capacete rachado com os golpes. (Foto: Leo de França/Midiamax)

Uma fisioterapeuta de 23 anos foi agredida com uma barra de ferro na quinta-feira (3) em Campo Grande. O ataque ocorreu na região do bairro Aero Rancho, enquanto ela se deslocava de moto para o trabalho por volta das 5h40.

Lesões e afastamento do trabalho

A vítima sofreu fraturas no braço, na mão e no dedo. Desde então, está afastada do trabalho como autônoma. Ela pode precisar de cirurgia na mão, o que prolongaria o período de recuperação.

“Graças a Deus eu estava de capacete, porque a maioria dos golpes dele foram desferidos na minha cabeça. Mas, quando ele me acertou no braço, acabou fraturando o meu dedo. A mão e o dedo. Tive uma pequena fratura no braço, mas foi bem pequena, não vai precisar fazer cirurgia”, disse ao Jornal Midiamax.

Momentos de desespero e fuga

O agressor, ainda não identificado, aproximou-se de moto e desferiu o primeiro golpe na cabeça da mulher. Ela não percebeu a presença dele até sentir o impacto. “Quando eu senti esse golpe, eu olhei pro lado e não vi que ele estava com uma barra de ferro, porque ele escondeu a barra na lateral da moto. E eu até falei: ‘Você tá doido?’. Quando eu disse isso, ele levantou a barra e me deu outro golpe”, relatou.

A princípio, a vítima pensou em assalto, mas o suspeito não pediu nada. “Ele não falou nada, ele só me bateu. Eu nunca, nunca vi ele na minha vida. Como eu percebi que não era um assalto, eu comecei a correr pela rua, desesperadamente.” Ela descreveu a fuga: pulou quebra-molas, furou o sinal e parou no meio da avenida, gritando por socorro. O agressor a seguiu e continuou batendo, rindo e dizendo que ela não precisava ter medo.

Motoristas buzinaram para tentar interromper a agressão. Uma motorista fez o retorno para atropelar o suspeito, que fugiu após acertar o carro dela com a barra. A placa não foi identificada.

Descrição do suspeito

A vítima viu o rosto do agressor, que usava capacete aberto. Ela o descreveu como:

  • Físico: magro e alto
  • Pele e pelos: branco, com barba e bigode falhados

“Eu espero muito que a polícia encontre ele e que ele pague pelo que fez. […] Se ele acerta alguém na rua, que tá sem capacete, a pessoa morre”, lamentou.

Trauma e medo

Além das lesões físicas, a fisioterapeuta enfrenta o trauma psicológico. “Ontem eu estava voltando da delegacia com o meu esposo, de moto, e já fiquei desesperada de subir em cima da moto. Passava motoqueiro do meu lado, eu já ficava assustada, pensando em um novo ataque. É o trauma que ficou.”

A polícia investiga o caso.

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