Justiça nega liberdade a sobrinho acusado de matar idosa a facadas
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de habeas corpus da defesa de Fábio Santos Fogaça, acusado de participar do assassinato da tia, Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos. O crime ocorreu em 28 de junho, em Ribas do Rio Pardo. Fábio foi preso oito dias depois e teve a prisão provisória convertida em preventiva.
Defesa alega bons antecedentes
No dia 17 de agosto, a defesa impetrou o pedido de liberdade com os seguintes argumentos:
- Bons antecedentes criminais
- Residência fixa comprovada
- Ocupação lícita e estável
- Filha recém-nascida que necessita de cuidados
Os argumentos não foram acatados pelo relatora, desembargadora Elizabete Anache, que manteve o voto pela prisão preventiva. A decisão foi unânime na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça durante sessão desta quinta-feira (3).
Decisão unânime mantém prisão
Fábio segue preso no Instituto Penal de Campo Grande, onde aguarda o trâmite da ação penal. O mérito do habeas corpus foi julgado e negado por todos os desembargadores.
Relembre o crime
A idosa foi morta a facadas no dia 28 de junho, em Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande. Familiares encontraram o corpo na manhã seguinte, no chão do quarto, com sinais de violência. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão nos dias 5 e 6 de julho contra dois suspeitos, incluindo Fábio, preso no dia 6. As investigações apontaram possível envolvimento dele no crime.
O dicionário próprio do estado
O falar sul-mato-grossense é um caldeirão cultural. Termos do dia a dia, como "moage" (frescura ou complicação) ou "chake" (cuidado), mostram a fusão direta e viva do português com o idioma indígena guarani e o espanhol da fronteira.
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