Justiça solta segurança suspeito de matar homem em Camapuã
A Justiça revogou a prisão preventiva de um segurança suspeito de matar Felipe Taykon Oao de Andrade, de 30 anos, em junho de 2026 em Camapuã, Mato Grosso do Sul. O réu vai responder ao homicídio em liberdade.
O crime e a denúncia
Na madrugada de 20 de junho, o segurança fazia a segurança de um evento após o jogo entre Brasil e Haiti, pela Copa do Mundo. A denúncia do MPMS aponta que ele foi chamado pelo primo após uma confusão com a vítima. O segurança se envolveu em luta com Felipe, que ficou ferido e perdeu a consciência. Levado ao hospital, ele não resistiu e morreu.
Decisão judicial
Em audiência de custódia, a prisão foi mantida, mas a defesa recorreu. O juiz Daniel Foletto Geller, da 1ª Vara de Camapuã, considerou que o réu tem direito à presunção de inocência. “A prisão preventiva não pode servir como antecipação da pena”, escreveu na decisão, assinada na sexta-feira (4). O magistrado citou jurisprudência sobre necessidade de comprovar risco real à sociedade.
O segurança é réu primário, sem antecedentes criminais e com residência fixa. O alvará de soltura já foi expedido.
Condições da soltura
A defesa, feita pelos advogados Cristiano Alves e Wesley Batista, conseguiu que o segurança responda em liberdade com medidas cautelares:
- Comparecimento bimestral: A cada dois meses, o réu deve ir ao Fórum para informar residência e trabalho.
- Recolhimento noturno: Deve cumprir recolhimento domiciliar à noite, sem monitoração eletrônica.
“Vamos demonstrar que a realidade factual é totalmente desconexa da narrada na peça acusatória”, afirmou o advogado Wesley Batista ao Jornal Midiamax.
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