Fio do Bigode, líder de extorsão, é preso pela PF em Campo Grande
Operação Nexum da PF prende dois suspeitos e bloqueia R$ 10 milhões em Campo Grande; grupo liderado por ‘Fio do Bigode’ atuava há um ano.
A Operação Nexum, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (9), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e duas prisões em Campo Grande. Um terceiro investigado passará a usar monitoramento eletrônico. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens e valores do grupo.
Mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul participaram da ação, com apoio da Receita Federal. No bairro Los Angeles, na casa do pai de um dos investigados, foram apreendidos eletrônicos e perfumes.
Operação Nexum mira grupo que atuava há um ano
A apuração indica que a organização criminosa agia em Campo Grande havia pelo menos 12 meses. O esquema consistia na internalização irregular de produtos eletrônicos comprados no Paraguai. As mercadorias eram vendidas de forma parcelada e informal, com crediário próprio.
- Mandados de busca e apreensão: 12 cumpridos em Campo Grande
- Prisões: duas; um investigado em monitoramento eletrônico
- Bloqueio judicial: R$ 10 milhões
- Efetivo mobilizado: mais de 50 policiais federais e apoio da Receita Federal
Cobrança violenta e outros crimes investigados
Quando os clientes atrasavam o pagamento, os suspeitos faziam cobranças com ameaças e chegavam a exibir armas de fogo de grosso calibre. As investigações apontam ainda práticas de agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de capitais.
A PF também identificou indícios de posse e porte irregular de arma de fogo. O grupo anunciava os produtos nas redes sociais e usava o mesmo canal para pressionar devedores.
Crimes atribuídos ao grupo
- Agiotagem: empréstimos informais com cobrança violenta
- Extorsão: ameaças para forçar o pagamento
- Tráfico de drogas: indícios apontados pela investigação
- Armas de fogo: posse e porte irregular
- Lavagem de capitais: ocultação de valores obtidos com o esquema
‘Fio do Bigode’ ostentava luxo e ironizava prisão
Um dos alvos da operação, Victor – Fio do Bigode, mantinha um perfil público com 35,7 mil seguidores. Ele se apresentava como vendedor de produtos de alto padrão e dizia ter crediário próprio semanal ou quinzenal.
Nas redes sociais, o investigado ostentava uma rotina de viagens para Fernando de Noronha, Jericoacoara e cruzeiros pelo litoral do Brasil. Em outubro, ele publicou um vídeo simulando uma manchete: “Mercado em choque: Fio do Bigode detido por segurar o estoque do iPhone 17 Pro Max”.
A defesa de Victor, que também representa o segundo preso, afirmou ao Midiamax que ainda não teve acesso aos autos da Operação Nexum.
O som da percussão nos terreiros urbanos
A cultura afro-mato-grossense mantém viva a herança dos batuques e festas de tambor em bairros periféricos da capital, unindo ancestralidade, religiosidade e resistência cultural nas periferias.
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