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Policial

Policial penal réu por corrupção é dispensado da direção da Gameleira

Aluizio Boteiro Chastel Villazante foi exonerado do cargo de diretor-adjunto da Penitenciária da Gameleira II após denúncia do MPMS na Operação Sátrapa.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 10/09/2026 - 09:47 | Meu MS News
Policial penal réu por corrupção é dispensado da direção da Gameleira
(Fotos: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax e Fala Povo)

O policial penal Aluizio Boteiro Chastel Villazante foi dispensado da função de diretor-adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A decisão consta em portaria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) publicada nesta quinta-feira (10), com efeitos a partir de 8 de setembro.

Denúncia e investigação da Operação Sátrapa

Aluizio é um dos seis servidores públicos denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) no âmbito da Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela Ficco-MS (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). A investigação apura um suposto esquema de corrupção e entrada de drogas e celulares na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

De acordo com a denúncia apresentada em julho do ano passado, os servidores investigados são:

  • Aluizio Boteiro Chastel Villazante – policial penal e ex-diretor-adjunto da Gameleira II
  • Rangel Schveiger – ex-diretor da PED
  • Eduardo Trigueiro dos Santos Silva – policial penal
  • Gislaine de Souza Fonseca Schveiger – policial penal
  • Mauro Pereira dos Santos – policial penal
  • Rafael Garcia Ribeiro – servidor da Sejusp-MS

Detalhes do esquema e valores

Conforme a denúncia, parte dos investigados teria formado uma organização criminosa dentro da penitenciária, com participação de presos e outras pessoas. O grupo é acusado de receber dinheiro para facilitar a entrada de celulares e drogas, além de permitir a prática de outros crimes dentro da unidade.

Entre os fatos descritos pelo MPMS está o suposto recebimento de R$ 9 mil por Mauro Pereira e Rangel para permitir a entrada de celulares na PED. Em outro caso, a denúncia aponta o pagamento de R$ 300 mil para que um preso tivesse exclusividade na venda de drogas e pudesse manter uma pistola calibre 9 mm dentro da penitenciária.

A portaria que dispensa Aluizio é assinada pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, sem informar o motivo. Para o cargo de diretor-adjunto foi escalado o policial penal Ramão Luiz Victor, em portaria também publicada nesta quinta-feira (10).

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