Audiência sobre morte de mulher no Inferninho é marcada para novembro
A primeira audiência sobre a morte de Giovana Castura Werner, de 51 anos, foi marcada para 18 de novembro na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. A vítima foi encontrada morta no dia 24 de março na região da cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.
Audiência marcada para 18 de novembro
A 1ª Vara do Tribunal do Júri agendou para 18 de novembro, às 14h, a audiência de instrução e julgamento. Na ocasião, serão ouvidas as testemunhas e os réus interrogados. O grupo de cinco acusados foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em julho deste ano.
Como ocorreu o crime
Segundo a denúncia, Gabriel Rodrigues Fernandes, João Vitor Maciel Araújo, João Pedro de Souza, Vinny Gomes Sanches e Mario Sergio dos Santos Cardozo são os réus. A investigação aponta que Gabriel, João Vitor e Vinny usaram o pretexto de cobrar uma dívida de João Pedro para atrair a vítima até o local.
Giovana foi até a barbearia de João Vitor após convite de Gabriel. Lá, Gabriel e Vinny já a aguardavam. Todos entraram no carro dela e seguiram para o centro de Campo Grande para cobrar João Pedro. Durante o trajeto, João Pedro pediu que Giovana o levasse até sua casa para buscar o dinheiro. Quando chegaram a uma estrada vicinal, João Vitor sinalizou para Vinny, que estava armado no banco de trás, atirar. O disparo atingiu Giovana pelo encosto do banco, matando-a instantaneamente.
Transferências e ocultação do corpo
Ainda conforme a denúncia, Gabriel, João Vitor, Vinny e João Pedro colocaram o corpo no porta-malas do carro e usaram o celular da vítima para realizar transferências via Pix. Mario Sergio, padrasto de João Pedro, ajudou a esconder o veículo e o corpo na região do Inferninho.
- Transferências: Gabriel transferiu R$ 6,5 mil da conta de Giovana para a dele e repassou R$ 1 mil para cada comparsa.
- Furto de joias: João Vitor furtou um colar, pulseira e pingente de ouro, vendidos por R$ 9.880.
- Ocultação: Mario Sergio escondeu o corpo e o veículo, recebendo R$ 500 de Gabriel.
Denúncia do MPMS
O Ministério Público denunciou os cinco réus por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto. Além disso, pede reparação de danos morais no valor mínimo de dez salários-mínimos para os sucessores da vítima.
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