Ex-guarda municipal preso por contrabando é feito refém em roubo milionário
Na noite desta quarta-feira (9), dois homens invadiram a residência de Marcelo Raimundo da Silva, 40 anos, ex-integrante da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. Ele e um amigo foram feitos reféns quando chegavam em casa. Os criminosos levaram cerca de R$ 1,5 milhão em iPhones novos, comprados no Paraguai, além do carro da vítima, que foi recuperado horas depois.
O assalto registrado por câmeras
Imagens de segurança mostram a ação: as vítimas chegam em dois carros e entram na garagem. Com o portão ainda aberto, os suspeitos saem de um terreno baldio e entram na casa. O portão é fechado, mas aberto novamente segundos depois, quando o alarme de um carro estacionado é acionado. Dentro da garagem, um dos bandidos rende uma vítima deitada no chão enquanto o comparsa obriga a segunda vítima a descer de um veículo.
Histórico criminal do ex-guarda
Marcelo já havia sido preso anteriormente por envolvimento em esquemas de contrabando. Em 2022, foi detido com uma carga avaliada em mais de R$ 1 milhão. Em 2025, voltou a ser preso pela Polícia Federal em flagrante ao lado de um ex-policial do Garras, Augusto Torres Galvão Florindo.
Esquema de propina e contrabando
Segundo a PF, a investigação começou com uma denúncia anônima sobre um saque bancário em Campo Grande que seria usado para pagar práticas ilícitas relacionadas a descaminho. Marcelo foi monitorado saindo da agência com uma sacola de dinheiro e entregou R$ 130 mil a Augusto, que era policial civil. Em interrogatório, Marcelo disse que se tratava de pagamento de cigarros eletrônicos, enquanto Augusto admitiu que o dinheiro vinha de mercadorias contrabandeadas apreendidas e desviadas.
- Acusações: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- Soltura: ambos foram liberados em fevereiro de 2026.
Desfecho da invasão
O carro de Marcelo foi abandonado pelos bandidos e encontrado na quinta-feira (10). A Polícia Civil investiga o roubo. O ex-guarda, que usava tornozeleira eletrônica devido às condenações anteriores, segue como vítima no caso.
O fogo que gera vida
O ecossistema do Cerrado possui uma biologia paradoxal: precisa do fogo para renascer. As populações indígenas originais compreendiam esta lei natural e usavam queimadas controladas para estimular o rebentamento das plantas e alimentar a fauna.
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