MP de MS denuncia mulher por tentativa de homicídio em boate
MP oferece denúncia por tentativa de homicídio qualificado
O MPMS ofereceu denúncia por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil contra a mulher de 29 anos que esfaqueou outra de 33 anos em uma boate localizada na MS-122, em Inocência, a 329 km de Campo Grande. O crime ocorreu no dia 24 de agosto, e a denúncia foi protocolada na quarta-feira (9). A suspeita permanece presa desde os fatos.
Como aconteceu o crime
Segundo a denúncia, a suspeita e a vítima discutiram inicialmente com uma testemunha, proprietária da boate. O desentendimento teria sido motivado por comentários sobre uma suposta comunicação à Polícia Militar acerca de entorpecentes ocultados no imóvel. Momentos depois, a vítima estava sentada em uma mesa quando a acusada se aproximou, sacou um canivete e iniciou luta corporal. A vítima caiu no chão, e a suspeita desferiu golpes na região da cabeça e costas.
Uma testemunha interveio, conseguindo conter a agressora e retirá-la de perto da vítima. A vítima foi levada ao Hospital Municipal, e a Polícia Militar foi acionada. A suspeita tentou fugir para um posto de gasolina, onde aguardava transporte para Campo Grande, mas foi presa em flagrante pelos policiais.
Motivação fútil e qualificadora
O Ministério Público aponta que o crime foi motivado por discussão prévia, caracterizando motivo fútil pela desproporção entre o desentendimento e a tentativa de homicídio. Além disso, o recurso utilizado (canivete) dificultou a defesa da vítima, configurando a qualificadora de surpresa, já que a vítima estava em local público e em momento de descontração.
Defesa nega as acusações
A advogada Joceli Gerônimo, que representa a suspeita, afirmou que a denúncia não reflete a realidade e que a inocência da cliente será comprovada durante o processo. Em nota, a defesa disse confiar na Justiça e que exercerá o contraditório e a ampla defesa com base em provas técnicas e testemunhais.
O fogo que gera vida
O ecossistema do Cerrado possui uma biologia paradoxal: precisa do fogo para renascer. As populações indígenas originais compreendiam esta lei natural e usavam queimadas controladas para estimular o rebentamento das plantas e alimentar a fauna.
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