Furto de 10 kg de maconha motivou execução de homem nas Moreninhas
O furto de 10 kg de maconha teria sido o estopim para a execução de um homem no bairro Moreninhas, em Campo Grande, em julho de 2024. O réu Gustavo Matoso Medina, de 26 anos, confessou o crime na manhã desta terça-feira (15) durante julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri, após negar a autoria em depoimento anterior.
Motivação do crime
Segundo o Ministério Público, a droga furtada pertencia a um boliviano, de quem Gustavo teria comprado o entorpecente. A maconha estava com um funcionário do réu, Júlio Lacerda, que fazia a venda ou distribuição. No dia 24 de julho, a droga foi levada por Fábio, o que teria desencadeado um acerto de contas.
Dinâmica do crime:
- Data: 29 de julho de 2024, por volta das 20h, na Rua Alto da Serra.
- Executores: Gustavo e um comparsa não identificado.
- Veículo: Celta branco, comprado por Gustavo e queimado depois em uma estrada rural.
- Vítima: Fábio, atingido por diversos disparos. A perícia apontou 41 feridas perfurocontusas, com exposição de massa encefálica.
Provas e conversas
A promotoria teve acesso a conversas no WhatsApp entre Gustavo e o boliviano, salvo como “Ta favorável, tá tranquilo”. No diálogo, o réu disse que resolveria o furto e, se preciso, venderia uma pistola para cobrir o prejuízo. Em outro momento, Gustavo afirmou “um já foi”, referindo-se à morte de Fábio, e “tô surdim”, aludindo ao barulho dos disparos.
Gustavo ainda teria filmado a maconha dentro da geladeira de Fábio antes do crime. A promotoria não esclareceu como a gravação foi feita. O réu enviava drogas para outros estados simulando o envio de eletrodomésticos.
Qualificadoras e local do crime
O Ministério Público acusou Gustavo com duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A casa onde ocorreu a execução funcionava como ponto de venda de drogas. Câmeras de segurança flagraram os autores indo em direção à residência e fazendo vários disparos da rua. Além de Fábio, os tiros atingiram portas, janelas e uma motocicleta.
Quando a polícia chegou, encontrou 18 pacotes de maconha, dois tabletes, dois potes com a droga, duas balanças e uma faca de serra sobre a geladeira.
Revolução Francesa no centrão de Campão
Sabe a 14 de Julho, o coração do comércio de Campo Grande? O nome não caiu do céu. A rua foi criada em 1909 e batizada em homenagem direta à Queda da Bastilha, o estopim da Revolução Francesa.
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