Chefe antidrogas do Paraguai critica operação contra agentes da Senad
O chefe da Secretariado Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, Jalil Rachid, classificou como “um golpe para a instituição” a operação deflagrada nesta terça-feira (15) pela Polícia Nacional e Ministério Público em Pedro Juan Caballero. A ação mira agentes da Senad suspeitos de envolvimento com o ex-deputado Eulalio Gómez Batista, o “Lalo”, morto em agosto de 2024.
Em entrevista à rádio Monumental 1080 AM, Rachid disse que a operação faz parte de “um ataque à instituição e, especialmente, à minha administração”. Ele afirmou que estão denunciando tanto pessoas que nomeou quanto as que removeu do órgão. “Na semana passada, o antigo diretor destes agentes especiais foi acusado de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos”, acrescentou.
Suspeitas de vazamento e blindagem
A investigação apura se integrantes da Senad blindaram o ex-deputado Lalo Gomes e vazaram informações que teriam facilitado a fuga do narcotraficante sul-mato-grossense Ronaldo Mendes Nunes, em dezembro de 2023. A suspeita foi revelada em fevereiro de 2024. Agora, agentes que já haviam sido citados naquela apuração estão entre os alvos de mandados de prisão.
A operação desta terça-feira cumpre cinco ordens de prisão contra agentes da Senad e funcionários de outras instituições. Entre os investigados estão:
- Hugo Derlis Baptista Báez – diretor-geral antidrogas da Senad e primo de Lalo Gomes
- Aldo Osmar Pintos Martínez – ex-comandante das Forças Especiais
- Cristian Porfirio Amarilla Cabaña – agente da Senad
- Alicia Marlene Vázquez Samaniego – funcionária da área de inteligência da Senad
- Helga Lizzany Solis Gómez – servidora pública e sobrinha de Lalo, não foi encontrada
Fuga que abala as relações bilaterais
Ronaldo Mendes Nunes, 40 anos, apontado pela Polícia Federal como integrante do Comando Vermelho, era alvo de mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Sanctus, deflagrada em 8 de dezembro de 2023. Ele estava em Pedro Juan Caballero e deveria ser preso pela Senad, a pedido da PF. O mandado não foi cumprido. Na ocasião, fontes policiais disseram que Ronaldo chegou a ser preso por agentes paraguaios, mas foi liberado pelo próprio Lalo Gomes.
Durante a entrevista, Rachid criticou ainda a condução do Ministério Público. “Não pensem que o MP funciona hoje como sempre funcionou. Hoje, ele opera sob o jugo de um procurador-adjunto que o dirige com mão de ferro”, disse, citando um incidente pessoal com o procurador.
A carne de primeira que salvou o churrasco
A famosa Linguiça de Maracaju não é um embutido qualquer. Ela foi inventada lá atrás pela necessidade de conservar a carne, mas o truque de mestre foi usar apenas cortes nobres, como picanha, alcatra e filé.
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