Filho de garagista morto por engano: cinco viram réus em Dourados
O quinteto apontado como responsável pela execução de Vitor Orsini, de 19 anos, passou a ser réu após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A vítima, filho de garagista, foi morta por engano no dia 7 de agosto dentro da loja do próprio pai, na Rua Hayel Bon Faker, em Dourados, a 225 km de Campo Grande.
Como ocorreu a troca de alvos
Investigações do Setor de Investigações Gerais (SIG) apontaram que os executores saíram de Ponta Porã sem conhecer pessoalmente o verdadeiro alvo. A identificação equivocada ocorreu quando o piloto da motocicleta apontou Vitor como sendo a pessoa da fotografia — que era o alvo real. A execução havia sido encomendada por uma dívida estimada em R$ 300 mil.
Após o crime, os mandantes teriam informado à dupla que a vítima havia sido executada por engano. Uma mensagem com os dizeres “vocês mataram a pessoa errada” teria sido repassada aos criminosos quando retornaram para Ponta Porã.
Situação dos envolvidos
O juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execuções Penais, assinou a decisão que tornou cinco pessoas réus. Dois continuam foragidos: Marcos Antônio Olmedo e Jeferson Lopes. Já Cláudio Henrique de Arruda (apontado como mandante), Denis Barbosa de Melo e Alexsander Gonçalves Borges seguem presos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), conforme o Dourados News.
Crimes imputados ao grupo
- Homicídio qualificado – motivado por razão torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito.
- Associação criminosa – formação de grupo para execução do crime.
- Corrupção de menores – envolvimento de adolescente no delito.
- Posse ilegal de arma de fogo – uso de armamento sem autorização.
O grupo responderá por todos esses crimes perante a Justiça.
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