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Policial

STJ nega liberdade a médico acusado de feminicídio em Campo Grande

Cardiologista de 78 anos, preso pela morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, teve pedido de soltura negado pela Sexta Turma do STJ.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 16/09/2026 - 20:46 | Meu MS News
STJ nega liberdade a médico acusado de feminicídio em Campo Grande
O médico cardiologista, João Jazbik na 1ª Deam. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta-feira (16), o pedido de liberdade do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. O crime ocorreu no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande (MS). O médico, que havia sido solto em decisão liminar, voltou a ser preso no dia 3 deste mês, após decisão do desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal.

Entenda a denúncia contra o médico

O cardiologista foi denunciado por feminicídio, com agravante que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a denúncia, o médico teria efetuado disparo contra a esposa, que já estava caída, após tê-la atingido com um golpe que a derrubou de joelhos.

O laudo necroscópico apontou traumatismo crânioencefálico por ação perfuro-contundente como causa da morte. Já o laudo pericial no local do crime concluiu que houve feminicídio. “O denunciado praticou o crime mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”, afirma o documento.

Relembre o caso

Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em casa, na Chácara dos Poderes, em maio deste ano. O médico, que acionou a polícia, alegou que a esposa teria cometido suicídio. Ele relatou que, após estranhar a demora da esposa, subiu ao quarto e encontrou a porta fechada. Ao descer, ouvindo um disparo, retornou e a viu caída.

No entanto, as investigações indicaram feminicídio. O médico, que não soube precisar o horário do ocorrido, acionou o ex-caseiro para ajudá-lo. Ele e os atuais caseiros foram até o quarto e ligaram para o 190.

O caso segue sob segredo de justiça. A defesa do médico ainda não se manifestou publicamente.

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